Title: Estação de desembarque de barcos a vapor no rio Amazonas
P002SAm22-0038.jpg
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
Albert Frisch
(Autoria)
(Autoria)
circa 1868
Details
P002SAm22-0038.jpg
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig > Estação de desembarque de barcos a vapor no rio Amazonas
São Paolo (rechtes Ufer); 2te Station der Dampfer
(Título original)
Estação de desembarque de barcos a vapor no rio Amazonas
(Título atribuído)
Albert Frisch (Autoria)
circa 1868(Data de produção)
1863 - 1873(Datas-limite)
Entre 1850 e 1870 o governo imperial começou a tomar uma série de medidas para fortalecer o vale do rio Amazonas e diminuir o isolamento - geográfico, político e econômico - de Manaus em relação ao resto do país, garantindo assim a integridade do Império. Duas dessas medidas foram a abertura dos principais rios da região a embarcações de qualquer nacionalidade e a introdução da navegação a vapor, cujo monopólio foi cedido em 1852 ao Barão de Mauá. Foi assim estabelecida, a partir de 1853, a primeira linha regular de transporte a vapor na região, ligando a Cidade da Barra do Rio Negro (Manaus) a Belém. A autorização da navegação a vapor era um complemento da lei que criara a Província do Amazonas em 1850, que até então era vinculada à Província do Grão-Pará.
Fotografia - Papel
ALBUMINA/ Prata
MONOCROMÁTICA
18.7(height) x 23.8(width)(imagem)
Arquitetura, Flora / Vegetação, Externa, Horizontal, Diurna
Esta imagem integra a Coleção Alphons Stübel.
http://www.studium.iar.unicamp.br/17/02.html; http://www.manaus.am.gov.br/turismo/nossa-cidade/cronologia
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão contratado por Georges Leuzinger, percorreu entre 1867 e 1868 o Alto Amazonas, de Tabatinga a Manaus, e foi um dos primeiros a retratar povos indígenas brasileiros, além de aspectos da paisagem local. O conjunto de cerca de cem imagens (existem diversas versões do álbum que variam também em número de fotos) foi editado e comercializado pela Casa Leuzinger, e pelo próprio fotógrafo, e representa um marco na fotografia brasileira do século XIX. Albert Frisch acompanhou a expedição oficial dos engenheiros alemães Joseph Keller e Franz Keller-Leuzinger, genro de Georges Leuzinger e filho de Joseph, ao Rio Madeira, iniciada em novembro de 1867. Os Keller trabalhavam na exploração e medição de rios brasileiros. Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus, seguindo pelo rio Solimões (na época conhecido como Alto Amazonas) em um vapor até Iquitos, no Peru, para realizar seu projeto fotográfico. Na volta, de acordo com a narrativa descrita pelos editores do álbum, o fotógrafo viajou em um pequeno barco, que se transformou em seu lar e laboratório durante os meses de sua expedição, com a companhia de dois remadores. Em diversas notícias de jornais da época é relatado que Frisch viajou desde o Rio de Janeiro com um homem escravizado, que também foi seu assistente durante a expedição, mas que infelizmente não sabemos o nome. As fotos produzidas registram a natureza (árvores, palmeiras e animais típicos), indivíduos indígenas e ribeirinhos, aspectos de Manaus, a capital da Província, e dos vilarejos que surgiam às margens dos rios.
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão, nascido na Baviera, mudou-se para Munique ao fim da década de 1850, onde entrou no ramo de comercialização de imagens religiosas. Em 1862, desembarcou em Buenos Aires, onde começou sua carreira como fotógrafo em um renomado estúdio de retratos.
A pedido pessoal do ditador Solano López, Frisch transferiu-se para o Paraguai, em 1864, para instalar um estúdio na capital, mas, surpreendido com a eclosão da Guerra da Tríplice Aliança, deixou o país, rumo ao Rio de Janeiro. Possivelmente no ano de 1865, foi contratado por Georges Leuzinger (1813-1892) para atuar em sua recém montada “Officina Photographica”,dedicando-se principalmente à fotografia de paisagens. No ano de 1867, é enviado por Leuzinger para a viagem encomendada pelo Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas aos engenheiros alemães Joseph e Franz Keller, para encontrar soluções de navegabilidade no rio Madeira.
Chegam em Manaus em dezembro, onde permanecem até o fim de maio de 1868, quando, por razões desconhecidas, Frisch segue viagem sem o grupo, acompanhado apenas por um escravizado, rumo a viagem pelos rios Negro e Solimões. A viagem de Frisch tornou-se a primeira expedição fotográfica à Amazônia realizada apenas com a finalidade de produzir imagens, sem subordinação ao trabalho de uma “autoridade” externa, fosse ela científica ou governamental, dando-lhe um local de destaque na história da fotografia brasileira. O álbum Resultat d´une expédition photographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro, faite par compte de G. Leuzinger, R, d´Ouvidor 33 et 36, par Mr. A Frisch. Conta com 98 fotografias do fotógrafo, e foi o principal produto desenvolvido a partir da expedição pela Casa Leuzinger, em 1869.
Em 1870, Frisch volta a Alemanha, onde passa a comercializar o Albertype, um processo que aperfeiçoou a técnica da colotipia, permitindo que as fotografias fossem reproduzidas e impressas em diversos suportes. Em 1875, abriu seu próprio estabelecimento, o Kunstanstalt Albert Frisch, em Berlim, que dirigiu até seu falecimento, no ano de 1918.
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão, nascido na Baviera, mudou-se para Munique ao fim da década de 1850, onde entrou no ramo de comercialização de imagens religiosas. Em 1862, desembarcou em Buenos Aires, onde começou sua carreira como fotógrafo em um renomado estúdio de retratos.
A pedido pessoal do ditador Solano López, Frisch transferiu-se para o Paraguai, em 1864, para instalar um estúdio na capital, mas, surpreendido com a eclosão da Guerra da Tríplice Aliança, deixou o país, rumo ao Rio de Janeiro. Possivelmente no ano de 1865, foi contratado por Georges Leuzinger (1813-1892) para atuar em sua recém montada “Officina Photographica”,dedicando-se principalmente à fotografia de paisagens. No ano de 1867, é enviado por Leuzinger para a viagem encomendada pelo Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas aos engenheiros alemães Joseph e Franz Keller, para encontrar soluções de navegabilidade no rio Madeira.
Chegam em Manaus em dezembro, onde permanecem até o fim de maio de 1868, quando, por razões desconhecidas, Frisch segue viagem sem o grupo, acompanhado apenas por um escravizado, rumo a viagem pelos rios Negro e Solimões. A viagem de Frisch tornou-se a primeira expedição fotográfica à Amazônia realizada apenas com a finalidade de produzir imagens, sem subordinação ao trabalho de uma “autoridade” externa, fosse ela científica ou governamental, dando-lhe um local de destaque na história da fotografia brasileira. O álbum Resultat d´une expédition photographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro, faite par compte de G. Leuzinger, R, d´Ouvidor 33 et 36, par Mr. A Frisch. Conta com 98 fotografias do fotógrafo, e foi o principal produto desenvolvido a partir da expedição pela Casa Leuzinger, em 1869.
Em 1870, Frisch volta a Alemanha, onde passa a comercializar o Albertype, um processo que aperfeiçoou a técnica da colotipia, permitindo que as fotografias fossem reproduzidas e impressas em diversos suportes. Em 1875, abriu seu próprio estabelecimento, o Kunstanstalt Albert Frisch, em Berlim, que dirigiu até seu falecimento, no ano de 1918.
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Em domínio público
Albert Frisch/Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig/Acervo Instituto Moreira Salles
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