Título: Vista ribeirinha na cidade de Manaus
Detalhes
P002SAm23-0013.jpg
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig > Vista ribeirinha na cidade de Manaus
Manaos.
(Título original)
Vista ribeirinha na cidade de Manaus
(Título atribuído)
Albert Frisch (Autoria)
1868(Data de produção)
1860 - 1870(Datas-limite)
Albert Frisch, fotógrafo alemão contratado por Georges Leuzinger, percorreu em 1867 e 1868 o Alto Amazonas, de Tabatinga a Manaus, e foi um dos primeiros a retratar povos indígenas brasileiros, além de aspectos da paisagem local. O conjunto de cerca de cem imagens foi editado e comercializado pela Casa Leuzinger e representa um marco na fotografia brasileira do século XIX.Esta imagem integra a Coleção Alphons Stübel. A história de Manaus está ligada à Fortaleza de São José do Rio Negro, erguida na segunda metade do século XVII com o objetivo de assegurar o domínio português na região e impedir a descida de invasores holandeses aquartelados no Suriname (ex-Guiana Holandesa). Com o forte, foi se constituindo um povoado ao seu redor, que foi denominado São José da Barra do Rio Negro. O povoado foi elevado à categoria de vila em 1832, quando da criação da Comarca do Alto Amazonas, recebendo o nome de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. Em 1848 a vila foi elevada à cidade, mantendo ainda o mesmo nome. Com a transformação do Amazonas em Província, em 1850, a Cidade da Barra tornou-se sua capital e começou a mudar de feições, com a chegada do "progresso" (personificado, entre outros, pela abertura dos rios à navegação e a chegada de navios a vapor, medidas que diminuiriam o isolamento da região em relação ao resto do país). Em 1856 a cidade passou a chamar-se Manaus por iniciativa do deputado José Ignácio Ribeiro do Carmo, que propunha homenagear os índios Manaós, o mais importante grupo étnico da região. Manaus passou por um período de grande crescimento e desenvolvimento entre 1890 e 1910, na chamada fase áurea da borracha, em que os altos lucros do comércio do látex proporcionaram todos os requintes de uma cidade moderna: implantação de bondes, telefonia, eletricidade, porto flutuante, fontes e monumentos, ruas largas e arborizadas, belos teatros, hotéis e etc.
Fotografia - Papel
ALBUMINA/ Prata
MONOCROMÁTICA
10,5(altura) x 15,9(largura)(imagem)
Acidente Geográfico, Flora / Vegetação, Externa, Horizontal, Paisagem, Diurna
http://www.manaus.am.gov.br/turismo/nossa-cidade/nossa-historia2; www.monumenta.gov.br/site/?page_id=197
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão contratado por Georges Leuzinger, percorreu entre 1867 e 1868 o Alto Amazonas, de Tabatinga a Manaus, e foi um dos primeiros a retratar povos indígenas brasileiros, além de aspectos da paisagem local. O conjunto de cerca de cem imagens (existem diversas versões do álbum que variam também em número de fotos) foi editado e comercializado pela Casa Leuzinger, e pelo próprio fotógrafo, e representa um marco na fotografia brasileira do século XIX. Albert Frisch acompanhou a expedição oficial dos engenheiros alemães Joseph Keller e Franz Keller-Leuzinger, genro de Georges Leuzinger e filho de Joseph, ao Rio Madeira, iniciada em novembro de 1867. Os Keller trabalhavam na exploração e medição de rios brasileiros. Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus, seguindo pelo rio Solimões (na época conhecido como Alto Amazonas) em um vapor até Iquitos, no Peru, para realizar seu projeto fotográfico. Na volta, de acordo com a narrativa descrita pelos editores do álbum, o fotógrafo viajou em um pequeno barco, que se transformou em seu lar e laboratório durante os meses de sua expedição, com a companhia de dois remadores. Em diversas notícias de jornais da época é relatado que Frisch viajou desde o Rio de Janeiro com um homem escravizado, que também foi seu assistente durante a expedição, mas que infelizmente não sabemos o nome. As fotos produzidas registram a natureza (árvores, palmeiras e animais típicos), indivíduos indígenas e ribeirinhos, aspectos de Manaus, a capital da Província, e dos vilarejos que surgiam às margens dos rios.
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão, nascido na Baviera, mudou-se para Munique ao fim da década de 1850, onde entrou no ramo de comercialização de imagens religiosas. Em 1862, desembarcou em Buenos Aires, onde começou sua carreira como fotógrafo em um renomado estúdio de retratos.
A pedido pessoal do ditador Solano López, Frisch transferiu-se para o Paraguai, em 1864, para instalar um estúdio na capital, mas, surpreendido com a eclosão da Guerra da Tríplice Aliança, deixou o país, rumo ao Rio de Janeiro. Possivelmente no ano de 1865, foi contratado por Georges Leuzinger (1813-1892) para atuar em sua recém montada “Officina Photographica”,dedicando-se principalmente à fotografia de paisagens. No ano de 1867, é enviado por Leuzinger para a viagem encomendada pelo Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas aos engenheiros alemães Joseph e Franz Keller, para encontrar soluções de navegabilidade no rio Madeira.
Chegam em Manaus em dezembro, onde permanecem até o fim de maio de 1868, quando, por razões desconhecidas, Frisch segue viagem sem o grupo, acompanhado apenas por um escravizado, rumo a viagem pelos rios Negro e Solimões. A viagem de Frisch tornou-se a primeira expedição fotográfica à Amazônia realizada apenas com a finalidade de produzir imagens, sem subordinação ao trabalho de uma “autoridade” externa, fosse ela científica ou governamental, dando-lhe um local de destaque na história da fotografia brasileira. O álbum Resultat d´une expédition photographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro, faite par compte de G. Leuzinger, R, d´Ouvidor 33 et 36, par Mr. A Frisch. Conta com 98 fotografias do fotógrafo, e foi o principal produto desenvolvido a partir da expedição pela Casa Leuzinger, em 1869.
Em 1870, Frisch volta a Alemanha, onde passa a comercializar o Albertype, um processo que aperfeiçoou a técnica da colotipia, permitindo que as fotografias fossem reproduzidas e impressas em diversos suportes. Em 1875, abriu seu próprio estabelecimento, o Kunstanstalt Albert Frisch, em Berlim, que dirigiu até seu falecimento, no ano de 1918.
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão, nascido na Baviera, mudou-se para Munique ao fim da década de 1850, onde entrou no ramo de comercialização de imagens religiosas. Em 1862, desembarcou em Buenos Aires, onde começou sua carreira como fotógrafo em um renomado estúdio de retratos.
A pedido pessoal do ditador Solano López, Frisch transferiu-se para o Paraguai, em 1864, para instalar um estúdio na capital, mas, surpreendido com a eclosão da Guerra da Tríplice Aliança, deixou o país, rumo ao Rio de Janeiro. Possivelmente no ano de 1865, foi contratado por Georges Leuzinger (1813-1892) para atuar em sua recém montada “Officina Photographica”,dedicando-se principalmente à fotografia de paisagens. No ano de 1867, é enviado por Leuzinger para a viagem encomendada pelo Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas aos engenheiros alemães Joseph e Franz Keller, para encontrar soluções de navegabilidade no rio Madeira.
Chegam em Manaus em dezembro, onde permanecem até o fim de maio de 1868, quando, por razões desconhecidas, Frisch segue viagem sem o grupo, acompanhado apenas por um escravizado, rumo a viagem pelos rios Negro e Solimões. A viagem de Frisch tornou-se a primeira expedição fotográfica à Amazônia realizada apenas com a finalidade de produzir imagens, sem subordinação ao trabalho de uma “autoridade” externa, fosse ela científica ou governamental, dando-lhe um local de destaque na história da fotografia brasileira. O álbum Resultat d´une expédition photographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro, faite par compte de G. Leuzinger, R, d´Ouvidor 33 et 36, par Mr. A Frisch. Conta com 98 fotografias do fotógrafo, e foi o principal produto desenvolvido a partir da expedição pela Casa Leuzinger, em 1869.
Em 1870, Frisch volta a Alemanha, onde passa a comercializar o Albertype, um processo que aperfeiçoou a técnica da colotipia, permitindo que as fotografias fossem reproduzidas e impressas em diversos suportes. Em 1875, abriu seu próprio estabelecimento, o Kunstanstalt Albert Frisch, em Berlim, que dirigiu até seu falecimento, no ano de 1918.
Esta imagem está em domínio público e com o download liberado. Por favor, citar o nome do autor seguido de Acervo Instituto Moreira Salles. O IMS não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.
Em domínio público
Albert Frisch/Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig/Acervo Instituto Moreira Salles
Liberado para uso de natureza cultural
