Título: Café Filho, Pixinguinha, Benedito Lacerda e Donga
Detalhes
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José Ramos Tinhorão
José Ramos Tinhorão > Café Filho, Pixinguinha, Benedito Lacerda e Donga
Fotografia
Café Filho, Pixinguinha, Benedito Lacerda e Donga
(Título)
1955(Data de produção)
Café Filho, Pixinguinha (atrás, encoberto), Benedito Lacerda (presidente da SBACEM, abraçando Café Filho), Donga (à direita, em primeiro plano), Felisberto Martins (à direita, de óculos escuros) e pessoas não identificadas. Grupo de músicos da SBACEM (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Editores [depois Escritores] de Música) em visita ao presidente Café Filho, para agradecer pela sanção deste ao projeto de lei 2.415 de 09/02/1955, de autoria do deputado Breno da Silveira, que atribuía aos autores, ou às sociedades a que pertencessem, o direito exclusivo da autorização, para fins de execução pública e transmissões pelo rádio e pela televisão, de suas composições lítero-musicais.
Café Filho [João Augusto Fernandes Campos Café Filho] (Natal, RN, 03/02/1899 - Rio de Janeiro, 20/02/1970): político e advogado. Foi deputado federal e senador pelo Rio Grande do Norte. Foi presidente do Brasil entre 24/08/1954 e 08/11/1955.
Benedito Lacerda [Benedicto Lacerda] (Macaé, RJ, 14/03/1903 - Rio de Janeiro, 16/02/1958): compositor, instrumentista (flauta), regente, cantor e diretor de conjunto. Foi integrante dos grupos Boêmios da Cidade, Gente do Morro e Conjunto Regional de Benedito Lacerda.
Pixinguinha [Alfredo da Rocha Vianna Filho] (Rio de Janeiro, 23/04/1897 - Rio de Janeiro, 17/02/1973): compositor, instrumentista (flauta e saxofone), arranjador e regente. Fez parte do Grupo do Caxangá, do grupo Os Oito Batutas, da Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, do Grupo da Guarda Velha e do conjunto Diabos do Céu, entre outros. Em sua homenagem, o dia de seu aniversário, 23 de abril, passou a ser o Dia do Choro, através de lei sancionada em 04/09/2000. Irmão do cantor, compositor e instrumentista (violão, banjo e cavaquinho) China [Octávio Littleton da Rocha Vianna] (Rio de Janeiro, 16/05/1888 - Rio de Janeiro, 19/08/1926), integrante do Grupo do Caxangá e do grupo Os Oito Batutas.
Donga [Ernesto Joaquim Maria dos Santos] (Rio de Janeiro, 05/04/1889 - Rio de Janeiro, 25/08/1974): compositor e instrumentista (violão e prato-e-faca). Fez parte do Grupo do Caxangá e dos grupos Os Oito Batutas, Carlito Jazz, Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, Grupo da Guarda Velha e Grupo da Velha Guarda. Foi casado com a cantora Zaíra de Oliveira (Rio de Janeiro, 1891 - Rio de Janeiro, 15/08/1952) e com a cantora e compositora Vó Maria [Maria das Dores Santos Conceição] (Mendes, RJ, 05/05/1911 - Rio de Janeiro, 16/05/2015). Pai da museóloga e escritora Lygia Santos [Lygia de Oliveira dos Santos] (Rio de Janeiro, 01/01/1934 - Rio de Janeiro, 01/06/2025), fruto de seu casamento com Zaíra de Oliveira.
Felisberto Martins [Felisberto Augusto Martins Filho] (Rio de Janeiro, 09/05/1904 - Rio de Janeiro, 26/10/1980): compositor. Foi diretor artístico da gravadora Odeon e sócio fundador da SBACEM (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Editores [depois Escritores] de Música).
Café Filho [João Augusto Fernandes Campos Café Filho] (Natal, RN, 03/02/1899 - Rio de Janeiro, 20/02/1970): político e advogado. Foi deputado federal e senador pelo Rio Grande do Norte. Foi presidente do Brasil entre 24/08/1954 e 08/11/1955.
Benedito Lacerda [Benedicto Lacerda] (Macaé, RJ, 14/03/1903 - Rio de Janeiro, 16/02/1958): compositor, instrumentista (flauta), regente, cantor e diretor de conjunto. Foi integrante dos grupos Boêmios da Cidade, Gente do Morro e Conjunto Regional de Benedito Lacerda.
Pixinguinha [Alfredo da Rocha Vianna Filho] (Rio de Janeiro, 23/04/1897 - Rio de Janeiro, 17/02/1973): compositor, instrumentista (flauta e saxofone), arranjador e regente. Fez parte do Grupo do Caxangá, do grupo Os Oito Batutas, da Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, do Grupo da Guarda Velha e do conjunto Diabos do Céu, entre outros. Em sua homenagem, o dia de seu aniversário, 23 de abril, passou a ser o Dia do Choro, através de lei sancionada em 04/09/2000. Irmão do cantor, compositor e instrumentista (violão, banjo e cavaquinho) China [Octávio Littleton da Rocha Vianna] (Rio de Janeiro, 16/05/1888 - Rio de Janeiro, 19/08/1926), integrante do Grupo do Caxangá e do grupo Os Oito Batutas.
Donga [Ernesto Joaquim Maria dos Santos] (Rio de Janeiro, 05/04/1889 - Rio de Janeiro, 25/08/1974): compositor e instrumentista (violão e prato-e-faca). Fez parte do Grupo do Caxangá e dos grupos Os Oito Batutas, Carlito Jazz, Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, Grupo da Guarda Velha e Grupo da Velha Guarda. Foi casado com a cantora Zaíra de Oliveira (Rio de Janeiro, 1891 - Rio de Janeiro, 15/08/1952) e com a cantora e compositora Vó Maria [Maria das Dores Santos Conceição] (Mendes, RJ, 05/05/1911 - Rio de Janeiro, 16/05/2015). Pai da museóloga e escritora Lygia Santos [Lygia de Oliveira dos Santos] (Rio de Janeiro, 01/01/1934 - Rio de Janeiro, 01/06/2025), fruto de seu casamento com Zaíra de Oliveira.
Felisberto Martins [Felisberto Augusto Martins Filho] (Rio de Janeiro, 09/05/1904 - Rio de Janeiro, 26/10/1980): compositor. Foi diretor artístico da gravadora Odeon e sócio fundador da SBACEM (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Editores [depois Escritores] de Música).
Palácio do Catete
"Boletim da SBACEM" n. 19, maio de 1955, pág. 1 (texto explicativo sobre a lei 2.415), pág. 4 (foto) e pág. 5 (o próprio texto da lei 2.415, a Lei Breno da Silveira).
Sobre a data do nascimento de Donga: ver o "Jornal do Brasil" de 04/04/1969 (pág. 7). A data foi informada pelo próprio Donga, que chegou a exibir a sua certidão de nascimento, conforme consta no texto da reportagem, publicada na véspera do seu aniversário de 80 anos.
Sobre a data do nascimento de Donga: ver o "Jornal do Brasil" de 04/04/1969 (pág. 7). A data foi informada pelo próprio Donga, que chegou a exibir a sua certidão de nascimento, conforme consta no texto da reportagem, publicada na véspera do seu aniversário de 80 anos.
Compositor, instrumentista, maestro e arranjador, Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Filho, 1897-1973) foi assim definido pelo crítico e historiador Ary Vasconcelos: “Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas, se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha.”
