Título: Ameno Resedá - Orquestra e comissão de frente
Detalhes
carnaval100.jpg
José Ramos Tinhorão
José Ramos Tinhorão > Ameno Resedá - Orquestra e comissão de frente
Fotografia
Ameno Resedá - Orquestra e comissão de frente
(Título)
26 de fevereiro de 1911(Data de produção)
Componentes da orquestra e da comissão de frente da "Corte de Belzebu", do rancho carnavalesco Ameno Resedá, vestidos para visita ao palácio presidencial (Palácio das Laranjeiras). Foto publicada na revista "Careta" de 04/03/1911.
Pessoas identificadas pelos números: 1) José da Silva Rabello [sic] (Zé Cavaquinho, com a flauta); 2) Eugênio Mário Cardoso; 3) Albertino Barbosa; 4) Oswaldo Coutinho; 5) João; 6) José da Silva (Baianinho); 7) Henrique Martins; 8) Quincas Laranjeiras; 9) Luiz Gonzaga (possivelmente Luiz Gonzaga da Hora); 10) Cesarino; 11) Octavio; 12) José Conceição; 13) Henrique Cunha (Henrique Gato); 14) José dos Santos (Zé Pandeiro); 15) Mineiro; 16) Estulano; 17) Pedro Crioulo; 18) Luiz de Souza; 19) Neca; 20) Humberto; 21) Jorge Seixas.
José Cavaquinho [José Rabello da Silva] (Guaratinguetá, SP, 20/03/1884 - Rio de Janeiro, 01/05/1951): instrumentista (violão, cavaquinho e flauta), compositor, regente e professor. Também conhecido como Zé Cavaquinho. Um dos fundadores do rancho carnavalesco Ameno Resedá. Pai da instrumentista (violão) Yvonne Rabello.
José da Silva (Rio de Janeiro, ??): instrumentista (clarinete). Também conhecido como Baianinho. Um dos fundadores do rancho carnavalesco Ameno Resedá.
Henrique Martins: instrumentista (trombone e bombardino) e professor. Foi subdiretor de Harmonia do rancho Ameno Resedá.
Quincas Laranjeiras [Joaquim Francisco dos Santos] (Olinda, PE, 08/12/1873 - Rio de Janeiro, 03 ou 04/02/1935): compositor, instrumentista (flauta e violão), arranjador e professor de violão.
Luiz Gonzaga da Hora (BA, ??): instrumentista (bombardão) e funcionário do Arsenal da Marinha.
Estulano (Rio de Janeiro, c. 1880 - Rio de Janeiro, c.1930): instrumentista (violão).
Luiz de Souza (Rio de Janeiro, 12/03/1865 - 08/12/1920): compositor e instrumentista (trompete/pistom). Também conhecido como Souza Pistom. Fez parte da Banda do 23º Batalhão de Caçadores (Fortaleza, CE), da Banda do Arsenal de Guerra, da Banda do Corpo de Bombeiros e do rancho Ameno Resedá.
Jorge Seixas (Rio de Janeiro, ??): compositor e instrumentista (violão). Foi diretor de harmonia da Sociedade Carnavalesca Pragas do Egito e do rancho carnavalesco Ameno Resedá.
Pessoas identificadas pelos números: 1) José da Silva Rabello [sic] (Zé Cavaquinho, com a flauta); 2) Eugênio Mário Cardoso; 3) Albertino Barbosa; 4) Oswaldo Coutinho; 5) João; 6) José da Silva (Baianinho); 7) Henrique Martins; 8) Quincas Laranjeiras; 9) Luiz Gonzaga (possivelmente Luiz Gonzaga da Hora); 10) Cesarino; 11) Octavio; 12) José Conceição; 13) Henrique Cunha (Henrique Gato); 14) José dos Santos (Zé Pandeiro); 15) Mineiro; 16) Estulano; 17) Pedro Crioulo; 18) Luiz de Souza; 19) Neca; 20) Humberto; 21) Jorge Seixas.
José Cavaquinho [José Rabello da Silva] (Guaratinguetá, SP, 20/03/1884 - Rio de Janeiro, 01/05/1951): instrumentista (violão, cavaquinho e flauta), compositor, regente e professor. Também conhecido como Zé Cavaquinho. Um dos fundadores do rancho carnavalesco Ameno Resedá. Pai da instrumentista (violão) Yvonne Rabello.
José da Silva (Rio de Janeiro, ??): instrumentista (clarinete). Também conhecido como Baianinho. Um dos fundadores do rancho carnavalesco Ameno Resedá.
Henrique Martins: instrumentista (trombone e bombardino) e professor. Foi subdiretor de Harmonia do rancho Ameno Resedá.
Quincas Laranjeiras [Joaquim Francisco dos Santos] (Olinda, PE, 08/12/1873 - Rio de Janeiro, 03 ou 04/02/1935): compositor, instrumentista (flauta e violão), arranjador e professor de violão.
Luiz Gonzaga da Hora (BA, ??): instrumentista (bombardão) e funcionário do Arsenal da Marinha.
Estulano (Rio de Janeiro, c. 1880 - Rio de Janeiro, c.1930): instrumentista (violão).
Luiz de Souza (Rio de Janeiro, 12/03/1865 - 08/12/1920): compositor e instrumentista (trompete/pistom). Também conhecido como Souza Pistom. Fez parte da Banda do 23º Batalhão de Caçadores (Fortaleza, CE), da Banda do Arsenal de Guerra, da Banda do Corpo de Bombeiros e do rancho Ameno Resedá.
Jorge Seixas (Rio de Janeiro, ??): compositor e instrumentista (violão). Foi diretor de harmonia da Sociedade Carnavalesca Pragas do Egito e do rancho carnavalesco Ameno Resedá.
Conjuntos musicais / Orquestras, Carnaval
No livro de Jota Efegê sobre o Ameno Resedá ("Ameno Resedá: o rancho que foi escola". Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes, 1965. Iconografia, pág. 5 - com a identificação dos componentes assinalados pelos números. A legenda informa ainda que a foto foi cedida por Napoleão de Oliveira), o número 8 traz o nome de José Conceição, e no número 12 aparece escrito: José Conceição (Quincas Laranjeira [sic]). Como Quincas Laranjeiras não se chamava José Conceição, pode ter havido erro de identificação na legenda do livro. José Conceição seria o número 12, e Quincas Laranjeiras o número 8.
1) EFEGÊ, Jota. "Ameno Resedá: o rancho que foi escola". Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes, 1965. Iconografia, pág. 5 (com a identificação dos componentes assinalados pelos números. A legenda informa ainda que a foto foi cedida por Napoleão de Oliveira);
2) CUNHA, Maria Clementina Pereira. "Ecos da folia: uma história social do Carnaval carioca entre 1880 e 1920". São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Pág. 225 (a legenda informa que a foto foi publicada na revista "Careta" de 04/03/1911).
O texto da página 224 explica o contexto em que a foto foi tirada:
"Em 1911, Lord Diplomata (*) foi surpreendido pelo chamado de Hermes da Fonseca: o marechal-presidente queria receber a visita do Ameno Resedá no Palácio das Laranjeiras. Foi um momento de glória para o rancho, que compareceu em seu melhor estilo. Naquele ano, o enredo era 'A corte de Belzebu', de modo que os jardins do palácio encheram-se de chifrudos diabinhos no domingo de Carnaval (**). Mas ninguém pareceu assustado: apesar das caudas pontudas, eles cantavam com afinação canções harmoniosas (como, por exemplo, o tema da Viúva alegre em ritmo de marcha-rancho) que deixavam longe a habitual e assustadora 'pancadaria'".
(*) Nota 1: Um dos diretores do rancho Ameno Resedá.
(**) Nota 2: O domingo de Carnaval de 1911 caiu no dia 26 de fevereiro.
2) CUNHA, Maria Clementina Pereira. "Ecos da folia: uma história social do Carnaval carioca entre 1880 e 1920". São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Pág. 225 (a legenda informa que a foto foi publicada na revista "Careta" de 04/03/1911).
O texto da página 224 explica o contexto em que a foto foi tirada:
"Em 1911, Lord Diplomata (*) foi surpreendido pelo chamado de Hermes da Fonseca: o marechal-presidente queria receber a visita do Ameno Resedá no Palácio das Laranjeiras. Foi um momento de glória para o rancho, que compareceu em seu melhor estilo. Naquele ano, o enredo era 'A corte de Belzebu', de modo que os jardins do palácio encheram-se de chifrudos diabinhos no domingo de Carnaval (**). Mas ninguém pareceu assustado: apesar das caudas pontudas, eles cantavam com afinação canções harmoniosas (como, por exemplo, o tema da Viúva alegre em ritmo de marcha-rancho) que deixavam longe a habitual e assustadora 'pancadaria'".
(*) Nota 1: Um dos diretores do rancho Ameno Resedá.
(**) Nota 2: O domingo de Carnaval de 1911 caiu no dia 26 de fevereiro.
