Título: Ameno Resedá - Pastoras
Detalhes
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José Ramos Tinhorão
José Ramos Tinhorão > Ameno Resedá - Pastoras
Fotografia
Ameno Resedá - Pastoras
(Título)
26 de fevereiro de 1911(Data de produção)
Pastoras da "Corte de Belzebu", do rancho carnavalesco Ameno Resedá, vestidas para visita ao palácio presidencial (Palácio das Laranjeiras). Foto publicada na revista "Careta" de 04/03/1911.
Pastoras identificadas pelos números: 1) Marcelina Cerqueira; 2) Alahyde Fonseca; 3) Idalina Silva; 4) Joanna Martins; 5) Maria Isabel (porta-estandarte); 6) Virgínia Silva (Francesinha); 7) Anna Menezes; 8) Sara Monteiro; 9) Maria Campos; 10) Semíramis; 11) Antonietta Cardim; 12) Helena.
Maria Isabel do Espírito Santo: uma das fundadoras e porta-estandarte (1910-1911) do rancho carnavalesco Ameno Resedá. Mãe do compositor, radialista e comentarista esportivo Evaldo Ruy [Evaldo Ruy Barbosa] (Rio de Janeiro, 09/04/1913 - Rio de Janeiro, 04/08/1954) e do compositor, jornalista, roteirista, apresentador, humorista e colunista de turfe Haroldo Barbosa (Rio de Janeiro, 21/03/1915 - Rio de Janeiro, 06/09/1979). Avó da escritora, produtora, radialista, roteirista, cineasta e jornalista Maria Carmem Barbosa (Rio de Janeiro, 03/05/1947 - Rio de Janeiro, 22/09/2023), filha de Haroldo Barbosa.
Pastoras identificadas pelos números: 1) Marcelina Cerqueira; 2) Alahyde Fonseca; 3) Idalina Silva; 4) Joanna Martins; 5) Maria Isabel (porta-estandarte); 6) Virgínia Silva (Francesinha); 7) Anna Menezes; 8) Sara Monteiro; 9) Maria Campos; 10) Semíramis; 11) Antonietta Cardim; 12) Helena.
Maria Isabel do Espírito Santo: uma das fundadoras e porta-estandarte (1910-1911) do rancho carnavalesco Ameno Resedá. Mãe do compositor, radialista e comentarista esportivo Evaldo Ruy [Evaldo Ruy Barbosa] (Rio de Janeiro, 09/04/1913 - Rio de Janeiro, 04/08/1954) e do compositor, jornalista, roteirista, apresentador, humorista e colunista de turfe Haroldo Barbosa (Rio de Janeiro, 21/03/1915 - Rio de Janeiro, 06/09/1979). Avó da escritora, produtora, radialista, roteirista, cineasta e jornalista Maria Carmem Barbosa (Rio de Janeiro, 03/05/1947 - Rio de Janeiro, 22/09/2023), filha de Haroldo Barbosa.
Carnaval
1) EFEGÊ, Jota. "Ameno Resedá: o rancho que foi escola". Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes, 1965. Iconografia, pág. 4 (com a identificação das pastoras assinaladas pelos números. A legenda informa ainda que a foto foi cedida por Napoleão de Oliveira), e livro, págs. 29, 33-36 e 39 (informações sobre Maria Isabel do Espírito Santo);
2) CUNHA, Maria Clementina Pereira. "Ecos da folia: uma história social do Carnaval carioca entre 1880 e 1920". São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Pág. 225 (a legenda informa que a foto foi publicada na revista "Careta" de 04/03/1911).
O texto da página 224 explica o contexto em que a foto foi tirada:
"Em 1911, Lord Diplomata (*) foi surpreendido pelo chamado de Hermes da Fonseca: o marechal-presidente queria receber a visita do Ameno Resedá no Palácio das Laranjeiras. Foi um momento de glória para o rancho, que compareceu em seu melhor estilo. Naquele ano, o enredo era 'A corte de Belzebu', de modo que os jardins do palácio encheram-se de chifrudos diabinhos no domingo de Carnaval (**). Mas ninguém pareceu assustado: apesar das caudas pontudas, eles cantavam com afinação canções harmoniosas (como, por exemplo, o tema da Viúva alegre em ritmo de marcha-rancho) que deixavam longe a habitual e assustadora 'pancadaria'".
(*) Nota 1: Um dos diretores do rancho Ameno Resedá.
(**) Nota 2: O domingo de Carnaval de 1911 caiu no dia 26 de fevereiro.
2) CUNHA, Maria Clementina Pereira. "Ecos da folia: uma história social do Carnaval carioca entre 1880 e 1920". São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Pág. 225 (a legenda informa que a foto foi publicada na revista "Careta" de 04/03/1911).
O texto da página 224 explica o contexto em que a foto foi tirada:
"Em 1911, Lord Diplomata (*) foi surpreendido pelo chamado de Hermes da Fonseca: o marechal-presidente queria receber a visita do Ameno Resedá no Palácio das Laranjeiras. Foi um momento de glória para o rancho, que compareceu em seu melhor estilo. Naquele ano, o enredo era 'A corte de Belzebu', de modo que os jardins do palácio encheram-se de chifrudos diabinhos no domingo de Carnaval (**). Mas ninguém pareceu assustado: apesar das caudas pontudas, eles cantavam com afinação canções harmoniosas (como, por exemplo, o tema da Viúva alegre em ritmo de marcha-rancho) que deixavam longe a habitual e assustadora 'pancadaria'".
(*) Nota 1: Um dos diretores do rancho Ameno Resedá.
(**) Nota 2: O domingo de Carnaval de 1911 caiu no dia 26 de fevereiro.
