Título: Rio São Francisco
Detalhes
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Henri Ballot
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Rio São Francisco
(Título atribuído)
Henri Ballot (Autoria)
1957(Data de produção)
Série de fotografias produzidas para matéria da Revista O Cruzeiro de 07/09/1957, intitulada "A Lapa sem retoque", sobre a vida de miséria e fé em Bom Jesus da Lapa. O rio São Francisco nasce na serra da Canastra, no estado de Minas Gerais, e encontra o mar entre Sergipe e Alagoas. Além desses estados, ele perpassa ainda o enorme território da Bahia. Por sua extensão e importância, o rio é chamado de Rio da Integração Nacional. Foi descoberto em 1501 por Américo Vespúcio que o nomeou de São Francisco, embora antes dele os índios o conhecessem por Opara, ou rio-mar.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
3,6(altura) x 2,4(largura)(imagem)
Pessoas, Manifestações / Festas Populares, Externa, Vertical, Diurna, Rio São Francisco
http://www.fundaj.gov.br/docs/pe/pe0048.html
A Lapa sem retoques - O Cruzeiro, 7 de setembro de 1957 - http://memoria.bn.br/docreader/003581/113778
São Francisco, rio da desunião nacional - Texto de Jorge Ferreira e fotos de Eugênio Silva e Henri Ballo, de O Cruzeiro de 19 de abril de 1958 - http://memoria.bn.br/docreader/003581/117600
A Lapa sem retoques - O Cruzeiro, 7 de setembro de 1957 - http://memoria.bn.br/docreader/003581/113778
São Francisco, rio da desunião nacional - Texto de Jorge Ferreira e fotos de Eugênio Silva e Henri Ballo, de O Cruzeiro de 19 de abril de 1958 - http://memoria.bn.br/docreader/003581/117600
Filho de pai francês e mãe brasileira, Henri Ballot, o Cartier Bresson do Cruzeiro, de pouca conversa e muitas objetivas nasceu, em 8 de fevereiro de 1921, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Mudou-se, aos 2 anos, para a região de Charente, na França, onde cresceu. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou na Resistência Francesa e integrou como piloto a Free French Air Force, na Inglaterra. Encerrou sua carreira nos ares, em 1945, quando, pilotando um Bombardeiro B17, sofreu um acidente aéreo na África no qual, entre as 4 pessoas que estavam a bordo, foi o único sobrevivente. Em setembro de 1947, chegou no Rio de Janeiro, contratado pela Revista Rio para fotografar a alta sociedade paulistana. No mesmo ano, mudou-se para São Paulo. Em 1951, foi contratado pela O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados, e, entre esse ano e 1968, produziu para a revista cerca de 13 mil imagens. Ao longo da década de 50, também fez algumas contribuições para a revista A Cigarra. Teve como parceiros constantes os repórteres David Nasser (1917 - 1980), Jorge Ferreira (1924 - ?) e Margarida Izar (19? - ?), dentre outros. Algumas de suas reportagens mais importantes foram Gado humano, com texto de Jorge Ferreira, sobre os retirantes nordestinos em São Paulo; Tki - a prisioneira branca dos txucarramães, com texto de Jorge Ferreira, quando com os irmãos Villas-Boas foram feitos os primeiros contatos com os indígenas txucarramães; Antártida, silêncio branco, com texto de David Nasser, quando pela primeira vez na história do jornalismo nacional repórteres brasileiros foram à região e Novo recorde americano: miséria, uma resposta de O Cruzeiro a uma matéria publicada na revista Life, de autoria do lendário fotógrafo e cineasta Gordon Parks (1912 -2006), abordando a miséria em uma favela do Rio de Janeiro e centrada na figura de um garoto, Flávio da Silva. No início dos anos 70, Ballot mudou-se com sua família para a Ilha Grande, no litoral fluminense. Comprou um ultraleve e recomeçou a voar. Produzia e vendia fotos aéreas da região. Após 19 anos, foi morar em São José, Santa Catarina, ao lado de um aeroclube, que deu um novo brevê para Ballot poder continuar pilotando. Faleceu em 18 de outubro de 1997, quando se matou com um tiro na cabeça.
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