Título: Sombra do fotógrafo José Medeiros
Detalhes
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Thomaz Farkas
Thomaz Farkas > 1ª Edição do Autor > Sombra do fotógrafo José Medeiros
Sombra do fotógrafo José Medeiros
(Título atribuído)
Thomaz Farkas (Autoria)
1946(Data de produção)
1 - Livro: FARKAS, Thomaz. Thomaz Farkas, Uma Antologia Pessoal. SP, IMS, 2011
2 - Exposições: Thomaz Farkas - O Tempo Dissolvido, MAM BA; Thomaz Farkas, Uma Antologia Pessoal, IMS.
2 - Exposições: Thomaz Farkas - O Tempo Dissolvido, MAM BA; Thomaz Farkas, Uma Antologia Pessoal, IMS.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
3,6(altura) x 2,4(largura)(imagem)
Pessoas, Estudo artístico, Externa, Retrato individual, Abstração, Retrato, Vertical
Legenda na exposição Thomaz Farkas - O Tempo Dissolvido, MAM Bahia: "Sem título (José Medeiros), 1946". Rio de Janeior/RJ;MAM BA - Expo IMS
Thomaz Farkas nasceu em Budapeste, Hungria, em 16 de outubro de 1924, e chegou a São Paulo aos seis anos de idade. Chegou a estudar Engenharia na USP, mas nunca exerceu a profissão. Desde cedo interessou-se pela fotografia e começou no ramo como empresário, já que sua família era proprietária da Fotoptica, uma das mais conceituadas lojas da cidade. Na década de 1940 Farkas destacou-se como integrante do Foto Cine Clube Bandeirante, e sua primeira mostra individual aconteceu no Masp em 1948, coincidentemente a primeira mostra fotográfica a ser realizada em um museu de arte. Além de fotógrafo, Farkas atuou também como documentarista, produtor e fotógrafo cinematográfico. Ficou famosa nas décadas de 1960 e 1970 a "Caravana Farkas", em que enviava jovens realizadores aos rincões do país para produzi filmes que divulgassem o "Brasil Verdade". Suas obras foram publicadas em diversas revistas especializadas e ele participou também de comissões julgadores em concursos e deu aulas de fotografia em instituições como a Escola de Comunicação de Artes da USP.;Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
