Título: Internos do Hospital Psiquiátrico do Juquery
Título: Internos do Hospital Psiquiátrico do Juquery
Detalhes
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Alice Brill
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Internos do Hospital Psiquiátrico do Juquery
(Título atribuído)
Alice Brill (Autoria)
1950(Data de produção)
Internos produzindo no ateliê da Escola Livre de Artes Plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juquery. A Escola Livre de Artes Plásticas, anteriormente denominada Seção de Artes Plásticas, foi implementada em 1948. A partir de 1950, passou a ser conduzida pelo médico e psiquiatra Osório Cesar, que já trabalhava no hospital desde 1925. O médico fundamentou as atividades da Escola Livre de modo a possibilitar aos doentes mentais o desenvolvimento de suas potencialidades, que seriam reveladas no ato de criação. Buscava-se com esse trabalho a não interferência nas produções dos pacientes, apenas orientando-os quanto às técnicas e uso de materiais. A Escola chegou a funcionar por cerca de 20 anos, mas foi desativada pelo abandono institucional, após a saída de Osório César. O médico morreria em 1980. Em 1985, o projeto da Escola Livre foi retomado com a inauguração do Museu Osório Cesar, que abriga o conjunto de sua obra.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(dimensão total)
Interna, Hospital Psiquiátrico do Juquery, Arte
Alice Brill nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920. Assim como outros alemães, sua família emigrou para o Brasil em 1934, com o intuito de escapar do regime nacional socialista de Hitler. Artista plástica, gravadora, ensaísta, fotógrafa, e ainda educadora, Alice dedicou sua vida a expressão artística. Seu primeiro contato com a arte foi através de Paulo Rossi Osir, que acabou se tornando seu primeiro mentor e mestre junto ao Grupo Santa Helena. Aprimora seu olhar artístico indo estudar por dois anos nos EUA, participando de cursos na University of New Mexico e também em The Art Students League, em Nova York. Ao retornar, a artista alemã continua seus estudos na PUC-SP, ao cursar a graduação e pós-graduação, obtendo os títulos de mestre pela faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e de doutora, pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Como fotógrafa, é contratada para a revista Habitat, por onde faz uma reportagem importante sobre os índios Carajá da Ilha do Bananal, no Mato Grosso. A pedido de Pietro Maria Bardi, realiza um ensaio fotográfico sobre São Paulo e o interior do Estado. Ao longo de sua vida participou de diversas exposições, e teve suas fotografias apreciadas em muitos livros. Em 1988, publicou o livro Da Arte e da Linguagem, uma coletânea de artigos impressos no jornal O Estado de São Paulo. Dois anos depois, em 1990, publicou o seu premiado livro Samson Flexor - do figurativismo ao abstracionismo. Em 2005, além de participar da exposição São Paulo 450 anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles, em Poço de Caldas, recebe homenagem pelo conjunto de sua obra da Associação Brasileira dos críticos de Arte (ABCA). No mesmo ano, o IMS celebra os 85 anos da artista, promovendo uma exposição individual com imagens da fotógrafa apresentadas em diversos centros culturais do país.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Instituto Moreira Salles