Arquivo/Coleção: Diários Associados
036AAERO0014F001.jpg
Aeroporto de Santa Cruz Hangar para dirigíveis e aviões
Ao alto, o Graf Zeppelin por ocasião de viagem ao Rio de Janeiro. Abaixo, o hangar.
O Graf Zeppelin esteve pela primeira vez no Brasil em 1930. Sua primeira parada foi Recife, em 22 de maio de 1930, Três dias depois, em 25 de maio, aterrissou no Rio de Janeiro. Foi aposentado em 1937, devido à explosão do dirigível Hindenburg, em 6 de maio de 1937. Batizado pela filha do pioneiro dos dirigíveis, o conde Ferdinand Graf von Zeppelin (1838 – 1917), em 8 de julho de 1928, data em que ele completaria 90 anos, o Graf Zeppelin D – LZ127 – graf significa conde – realizou seu primeiro voo em 18 de setembro do mesmo ano. Tinha aproximadamente 236 metros de comprimento e cerca de trinta metros de altura. O Graf Zeppelin tinha 10 cabines duplas, dois lavabos, banheiros masculino e feminino, restaurante, cozinha, sala de rádio, sala de navegação e sala de controle. Foi o primeiro balão dirigível a vir ao Brasil, o primeiro a transpor a linha equatorial atravessando o oceano Atlântico no hemisfério sul.
O hangar dos zepelin, em Santa Cruz, foi inaugurado em 26 de dezembro de 1936. Aérea Brasileira, que atuou na Segunda Guerra Mundial (Diário de Notícias, 17 de janeiro de 1943). Tombado em março de 1998 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prédio do hangar tem 274 metros de comprimento, 58 metros tanto de altura como de largura. Seu portão principal, o sul, possui duas folhas, cada uma pesando 80 toneladas - a abertura pode ser feita manualmente ou com motores. O portão norte, com 28 metros de largura e 26 metros de altura, era utilizado para ventilação e saída da torre de atracação. No topo do hangar, a 61 metros de altura, fica a torre de comando. É o último hangar gigante para dirigíveis no mundo
Autoria não identificada
Santa Cruz
1935