Arquivo/Coleção: A. C. da Silva Telles
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Vista da cidade e procissão do Divino
A Festa do Divino Espírito Santo, herança da colonização portuguesa, mistura religião e folclore e é considerada um dos eventos mais tradicionais de Diamantina. Os festejos são celebrados no dia de Pentecostes, e a primeira procissão sai pela manhã em direção à Capela Imperial de Nossa Senhora do Amparo. À frente do cortejo vêm o Imperador e sua esposa carregando a bandeira do Divino, seguidos pela Imperatriz (primeira filha do Imperador) e a corte, formada por príncipes, damas de honra e caudatário. Nos luxuosos trajes, que remetem ao fausto da época da extração de diamantes, predominam as cores branca e vermelha. Durante todo o percurso a banda toca a "Folia do Divino", o hino oficial da festa, e são levadas medalhas do Divinos, que são benzidas e distribuídas à população. O tom folclórico é dado por grupos de marujos e caboclinhos que acompanham o séquito. Na parte da tarde há outra procissão, na qual o andor do Divino sai da igreja do Amparo, e conta com a participação de festeiros e figurantes sorteados para as comemoração do ano seguinte. Ao final, a bandeira é transmitida ao novo imperador. As comemorações do Divino surgiram no século XIV, quando a rainha Isabel de Aragão mandou construir uma igreja em homenagem ao Divino Espírito Santo, e no Brasil a festa teria surgido somente no século XVIII.
Augusto Carlos da Silva Telles
Praça da Matriz
1970s