Arquivo/Coleção: Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
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Praça D. Pedro II e Ilha das Cobras
A Praça D. Pedro II passou a ser assim chamada no Segundo Reinado. Apesar disso, a área era chamada pela população de Largo do Paço, por causa do palácio real, e depois imperial, mandado construir por Gomes Freire (futuro Conde de Bobadela) no século XVIII. Foi inicialmente destinado a ser sede do governo e casa dos governadores. Seus alicerces foram fincados em frente ao convento do Carmo, no lugar antes ocupado pela Casa da Moeda. Em 1889, com a Proclamação da República, a praça passa definitivamente a chamar-se Praça XV de Novembro. Ao fundo da imagem vemos a ilha das Cobras, que desde a fundação da cidade fez parte de seu sistema de defesa, com a construção do forte de Santa Margarida em 1641. No entanto, o forte não foi suficiente para conter as investidas do corsário francês Dugay Trouin, que em 1711 invadiu a cidade se apoderando antes da Ilha das Cobras. Depois de expulsos os invasores, a ilha foi fortificada novamente em 1735, com a construção do Forte São José, que além de fortaleza foi usado como prisão, abrigando, inclusive, Tiradentes. No primeiro Império a ilha passou para o Ministério da Marinha, que aí construiu dois diques e um hospital. Ainda hoje a ilha permanece com instalações navais, além de ter, tombados, a porta em granito da antiga fortaleza e o frontispício da capela da luz.
Georges Leuzinger
Centro
circa 1865