Arquivo/Coleção: José Medeiros
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Lambe-lambe
Lambe-Lambe, ou ventania, mão-no-saco e bufete, são denominações recorrentes no Brasil afora para os já praticamente extintos fotógrafos instantâneos. Na maioria das vezes anônimos, desenvolviam suas atividades principalmente em praças e jardins públicos do país. Os anos 1920, 30 e 40 são considerados o período de ouro da prática dos lambe-lambe, época em que produziam retratos no formato até 9x12cm. Já nos anos 1950, atendendo à demanda da clientela, os fotógrafos passam a produzir somente retratos para documentos, do tipo 3x4cm, e começavam a ter suas atividades desvalorizadas em função da proliferação de estúdios fotográficos. A origem do termo lambe-lambe gera algumas controvérsias entre os especialistas, mas é possível que tenha surgido devido a um teste que se fazia para verificar de que lado estava a emulsão da chapa: para evitar que a chapa com a emulsão fosse colocada voltada para o fundo do chassi (o que a deixaria fora do plano focal), os fotógrafos molhariam com saliva a ponta dos dedos indicador e polegar e fariam pressão sobre a superfície do material sensível em um dos cantos, para evitar manchas, e o lado em que estivesse a emulsão seria identificado ao produzir um leve efeito de "colagem" no dedo.
José Medeiros
Aparecida
1957