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Vista panorâmica de Canudos antes do assalto final (imagem formada a partir de duas fotos originais)
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC00.jpg
Vista panorâmica de Canudos antes do assalto final (imagem formada a partir de duas fotos originais)
Flávio de Barros
Canudos
1897

Vista parcial de Canudos ao Poente
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC01.jpg
Vista parcial de Canudos ao Poente
"Fotografia tomada da mesma posição da vista norte, mostrando as casas localizadas a oeste de Canudos. A praça principal, onde se localizam as igrejas, está fora da composição. No centro da imagem, rompendo a aglomeração desorganizada das casas, podemos observar uma pequena praça, delimitada pelos fundos das residências, formando uma espécie de quintal comum. Com as casas construídas de pau-a-pique, cobertas de barro, e ruas de chão, sem calçamento que delimitasse suas estreitas vielas, Canudos à distância confundia-se com o próprio solo: "Sem a alvura reveladora das paredes caiadas e telhados encaliçados, a certa distância era invisível. Confundira-se com o próprio chão. Aparecia, de perto, de chofre, constrito numa volta do Vaza-Barris, que o limitava do levante ao sul abarcando-o." (Euclides da Cunha)." ALB01-02
Flávio de Barros
Canudos
1897

Vista parcial de Canudos ao Norte
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC02.jpg
Vista parcial de Canudos ao Norte
"Neste panorama, tomado a partir de Pelados - pequena elevação situada às margens do rio Vazas-Barris, ao sul de Canudos - , identificamos o núcleo principal do arraial, onde se destacam a Igreja de Santo Antônio, à direita, e a do Bom Jesus, à esquerda, esta segunda projetada e construída por Antônio Conselheiro, ambas localizadas nas extremidades da praça principal. As igrejas já apresentam as torres derrubadas devido ao bombardeio do exército, mas como a do Bom Jesus ainda mantém sua estrutura principal preservada, sabemos que esta imagem foi registrada antes do assalto final de 1º de outubro. Ao fundo, a aglomeração de casas erguidas ao norte do arraial. Observa-se também o leito seco do rio Vaza-Barris, à altura do Vale das quixabeiras - árvores de folhas pequenas e de numerosos espinhos, comuns na caatinga -, vistas à direita e abaixo da igreja de Santo Antônio. No período das secas, era comum o gado se alimentar das folhas e frutos destas árvores."
Flávio de Barros
Canudos
1897

Vista parcial de Canudos ao Sul
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC03.jpg
Vista parcial de Canudos ao Sul
"Obeserva-se nesta imagem o lado sul de Canudos, tendo ao fundo as ruínas das igrejas, mal definidas devido à própria qualidade da fotografia. À esquerda são vistas algumas peças de artilharia do exército. Fotografia realizadas após a tomada final de Canudos, possivelmente em 6 de outubro de 1897, onde se pode observar a disposição aleatória das residências do arraial. "As casas acumulam-se em absoluta desordem, completamente isoladas, algumas entre quatro vielas estreitas, unidas outras, com as testadas voltadas para todos os pontos, cumeeiras orientadas em todos sentidos, num baralhamento indescritível, como se tudo aquilo fosse construído rapidamente, vertiginosamente, febrilmente (...)" (Euclides da Cunha)." ALB01-07
Flávio de Barros
Canudos
1897

Vista parcial de Canudos e Rio Vaza-Barris, ao Nascente
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC04.jpg
Vista parcial de Canudos e Rio Vaza-Barris, ao Nascente
"Em destaque o rio Vaza-Barris, à altura do Vale das Quixabeiras. O rio garantiu a sobrevivência de Canudos mesmo em região tão inóspita. Sua designação primitiva provém do vocábulo indígena "Irapiranga", que significa "mel vermelho". Durante as secas, seu leito servia de estrada natural e de pasto para os rebanhos; durante o processo das cheias, trazia em velocidade águas barrentas que ocupavam o leito até o seu esgotamento, provocando o vazamento das águas, fato que, segundo Euclides da Cunha, determinou sua denominação. À esquerda, a Igreja de Santo Antônio e, ao fundo, as casas situadas ao norte de Canudos." ALB02-33 (2)
Flávio de Barros
Canudos
1897

Vista parcial de Canudos ao Nascente e ao Sul
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC05.jpg
Vista parcial de Canudos ao Nascente e ao Sul
"Em primeiro plano, uma típica casa do arraial. Segundo relato do correspondente da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, Favila Nunes, as construções de Canudos eram de "pau-a-pique, cobertas com folhas de icó com barro por cima ou telha vã. (...) As portas são tão pequenas que é preciso abaixar-se a cabeça para transpô-las; estendendo-se o braço para cima toca-se quase a cumeeira; os caibros e ripas são seguros com cordas ou cipós, as dobradiças das portas e microscópicas janelinhas são de sola, na sua quase totalidade não têm reboco nem caiação, interna ou externa." À esquerda, ao fundo, as ruínas da Igreja do Bom Jesus após sua destruíção total." MR-ALB02.20
Flávio de Barros
Canudos
1897

Rio Vaza-Barris ao sul
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC06.jpg
Rio Vaza-Barris ao sul
"Mais um flagrante da ocupação do leito seco do rio Vaza-Barris por batalhões de infantaria. O fato de estar combatendo no período das secas auxiliou o exército. Na medida em que os combates foram se estendendo, uma das preocupações do alto comando da Quarta Expedição e do próprio ministro Carlos Machado Bittencourt foi a de que o período da cheia se iniciasse, pois este fato poderia trazer embaraços às tropas. "Nos leitos até então secos, dos regatos, acachoariam rios de águas barrentas, e o Vaza-Barris, intumescido de repente, transmudar-se-ia em onda enorme e dilatada, rolando transbordante, intransponível, cortando todas as comunicações" (Euclides da Cunha). Além disso, as águas poderiam provocar doenças, como coseqüência da formação de poças e pequenos lagos resultantes das enxurradas." 00000tmp
Flávio de Barros
Rio Vasa-Barris
1897

Vista de Monte Santo
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC07.jpg
Vista de Monte Santo
Vista da igreja e praça de Monte Santo, onde se instalou o quartel-general das tropas da 4ª Expedição. "Podemos notar a aglomeração de casas que compõem o núcleo principal da cidade, onde se observam as suas duas ruas principais, que convergem em declive para a igreja e a praça que lhe é contígua, local que abrigou os batalhões de infantaria e peças de artilharia do exército. Algumas barracas militares podem ser vistas nesta imagem colocadas na lateral da igreja. O Quartel-general das tropas estava localizado no único sobrado existente no perímetro da praça. Monte Santo transformou-se no dizer de Euclides da Cunha, num "grandíssimo quartel acaçapado, envolto de casernas", após o início das operações de guerra. Seus habitantes, em grande maioria, abandonaram a cidade durante os conflitos." ALB02-42
Flávio de Barros
Monte Santo
1897

Rios Vaza-Barris e Umburanas
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
P001FBAC08.jpg
Rios Vaza-Barris e Umburanas
"Vemos aqui o encontro entre os leitos dos rios Vaza-Barris (em destaque, em seu trecho de curva ao sul de Canudos) e Umburanas (abaixo da imagem, correndo perpendicular ao Vaza-Barris), em imagem registrada do alto de Pelados. Durante as cheias, o rio Umburanas desaguava no Vaza-Barris, bem próximo às duas igrejas e à praça principal de Belo Monte. Na seca, seu leito, igualmente ao do Vaza-Barris, servia de caminho para a população local, e durante os combates suas encostas foram utilizadas como trincheiras naturais. Na fotografia, podemos observar soldados e barracas de campanha instaladas no leito do Vaza-Barris após o final dos combates." ALB02-25
Flávio de Barros
Rios Vaza-Barris e Umburanas
1897