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Cidade de Santos tirada da Ilha de Barnabé
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Cidade de Santos tirada da Ilha de Barnabé
O povoamento de Santos começou em 1531, quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região na expedição de Martim Afonso de Souza. O objetivo de Martim Afonso era distribuir entre os fidalgos que o acompanhavam terras ao redor da Ilha de São Vicente. No ano seguinte foi fundada a Vila de São Vicente, que viria a se tornar a capital da Capitania que levou seu nome. Entre 1532 e 1540 são desbravadas as terras ao longo do rio São Vicente, até que finalmente colonos se estabeleceram na região chamada pelos indígenas de Enguaguaçu, que possuía melhores fontes de água e melhores terras. Foi aí que surgiram os primeiros engenhos da capitania. Em 1540, Brás Cubas, servidor pessoal de Martim Afonso, volta de uma viagem a Portugal e participa ativamente da luta para a expulsão de indígenas que haviam atacado São Vicente em 1534 (por conta desses ataques, foi-se desenvolvendo Enguaguaçu, para onde fugiram as pessoas). Brás Cubas participa do desenvolvimento do povoado, e em 1545 assume o cargo de Capitão-Mor da Capitania de São Vicente, e logo depois deu foro de Vila à Enguaguaçu, transformando-a em Vila do Porto de Santos.
Militão Augusto de Azevedo
Santos
1862

Bicicletas na praia
Arquivo/Coleção: José Medeiros
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Bicicletas na praia
Lambe-Lambe, ou ventania, mão-no-saco e bufete, são denominações recorrentes no Brasil afora para os já praticamente extintos fotógrafos instantâneos. Na maioria das vezes anônimos, desenvolviam suas atividades principalmente em praças e jardins públicos do país. Os anos 1920, 30 e 40 são considerados o período de ouro da prática dos lambe-lambe, época em que produziam retratos no formato até 9x12cm. Já nos anos 1950, atendendo à demanda da clientela, os fotógrafos passam a produzir somente retratos para documentos, do tipo 3x4cm, e começavam a ter suas atividades desvalorizadas em função da proliferação de estúdios fotográficos. A origem do termo lambe-lambe gera algumas controvérsias entre os especialistas, mas é possível que tenha surgido devido a um teste que se fazia para verificar de que lado estava a emulsão da chapa: para evitar que a chapa com a emulsão fosse colocada voltada para o fundo do chassi (o que a deixaria fora do plano focal), os fotógrafos molhariam com saliva a ponta dos dedos indicador e polegar e fariam pressão sobre a superfície do material sensível em um dos cantos, para evitar manchas, e o lado em que estivesse a emulsão seria identificado ao produzir um leve efeito de "colagem" no dedo.
José Medeiros
Praia do José Menino
circa 1955

Lambe-lambe
Arquivo/Coleção: José Medeiros
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Lambe-lambe
Lambe-Lambe, ou ventania, mão-no-saco e bufete, são denominações recorrentes no Brasil afora para os já praticamente extintos fotógrafos instantâneos. Na maioria das vezes anônimos, desenvolviam suas atividades principalmente em praças e jardins públicos do país. Os anos 1920, 30 e 40 são considerados o período de ouro da prática dos lambe-lambe, época em que produziam retratos no formato até 9x12cm. Já nos anos 1950, atendendo à demanda da clientela, os fotógrafos passam a produzir somente retratos para documentos, do tipo 3x4cm, e começavam a ter suas atividades desvalorizadas em função da proliferação de estúdios fotográficos. A origem do termo lambe-lambe gera algumas controvérsias entre os especialistas, mas é possível que tenha surgido devido a um teste que se fazia para verificar de que lado estava a emulsão da chapa: para evitar que a chapa com a emulsão fosse colocada voltada para o fundo do chassi (o que a deixaria fora do plano focal), os fotógrafos molhariam com saliva a ponta dos dedos indicador e polegar e fariam pressão sobre a superfície do material sensível em um dos cantos, para evitar manchas, e o lado em que estivesse a emulsão seria identificado ao produzir um leve efeito de "colagem" no dedo.
José Medeiros
Praia do José Menino
circa 1950