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Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial
Na sacada do Paço Imperial está a Princesa Isabel, junto ao Conde d'Eu, sendo aclamada pela multidão após a assinatura da Lei Áurea, que finalmente extinguia a escravidão no Brasil. Foi assinada em 13 de maio de 1888 pela princesa e era fruto de um longo processo em favor da liberdade. O regime escravista começou a declinar com o fim do tráfico negreiro, em 1850, mas somente com a Guerra do Paraguai, entre 1865 e 1870, que o movimento abolicionista ganhou impulso. Muitos dos ex-escravos que voltavam da guerra vitoriosos recusavam-se a voltar à sua condição servil. A primeira lei abolicionista (Lei do Ventre Livre) foi promulgada em 1871; em 1884 o Ceará extingue a escravidão em seu território; e em 1885 foi promulgada a Lei dos Sexagenários. Finalmente, em 1888, o império cede às pressões tanto internas como externas e abole de vez a condição servil no país. A Lei Áurea contribuiu ainda para a queda da monarquia, que se daria no ano seguinte. Os republicanos haviam acabado de ganhar significativo apoio dos cafeicultores do Rio de Janeiro, que pleitearam - sem sucesso - uma indenização pela perda de seus "bens".
Antonio Luiz Ferreira
Largo do Paço ; atual Praça XV de Novembro
13 de maio de 1888

Largo do Paço
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Largo do Paço
Largo do Paço, com o monumental chafariz de Mestre Valentim ao fundo, no centro da foto. Uma das poucas peças coloniais que resistiu à força modernizadora do começo do século XX, é considerado obra-prima no trabalho de cantaria. Foi construído entre 1780 e 1789 e figurou por quase um século como principal chafariz da cidade. No canto à esquerda, podemos ver um pequeno pedaço do Paço Imperial que dava nome ao Largo.
Camillo Vedani
atual Praça XV de Novembro
1865