Título: Yolanda Mohalyi
Detalhes
011CXART1001.jpg
Alice Brill
Alice Brill > Individualizados > Yolanda Mohalyi
Yolanda Mohalyi
(Título atribuído)
Alice Brill (Autoria)
circa 1951(Data de produção)
1950 - 1954(Datas-limite)
Retrato de Yolanda Mohalyi com cachorro de estimação. Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar (Transilvânia, Hungria - atualmente Cluj Napoca, Romênia), em 1909, e faleceu em São Paulo, em 23 de agosto de 1978. Estudou na Academia Real de Belas Artes de Budapeste e na Escola Livre de Nagvgania. Chegou ao Brasil em 1931, fixando residência em São Paulo. Lecionou na Faap e, em 1935, estudou pintura com Lasar Segall. Integrou o Grupo dos Sete, por volta de 1937, ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling, entre outros, mas a grande amizade que marcou sua carreira foi a de Lasar Segall. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia. Nas décadas de 1950 e 1960 realizou vitrais e mosaicos para residências particulares e igrejas. Era profundamente religiosa e a arte que praticava, conforme suas próprias palavras, adquiriu um sentido místico cósmico. Parte do acervo pessoal da artista, após a morte, foi doado pelos seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o qual também ficou com os arquivos da pintora, pelos quais é possível reconstituir sua trajetória, desde a chegada ao Brasil. A obra de Yolanda Mohalyi caminha de um figurativismo inicial que tematiza o ser humano e o social para o abstracionismo informal do final da carreira.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(dimensão total)
Retrato, Diurna, Pessoas, Animais
Alice Brill nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920. Assim como outros alemães, sua família emigrou para o Brasil em 1934, com o intuito de escapar do regime nacional socialista de Hitler. Artista plástica, gravadora, ensaísta, fotógrafa, e ainda educadora, Alice dedicou sua vida a expressão artística. Seu primeiro contato com a arte foi através de Paulo Rossi Osir, que acabou se tornando seu primeiro mentor e mestre junto ao Grupo Santa Helena. Aprimora seu olhar artístico indo estudar por dois anos nos EUA, participando de cursos na University of New Mexico e também em The Art Students League, em Nova York. Ao retornar, a artista alemã continua seus estudos na PUC-SP, ao cursar a graduação e pós-graduação, obtendo os títulos de mestre pela faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e de doutora, pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Como fotógrafa, é contratada para a revista Habitat, por onde faz uma reportagem importante sobre os índios Carajá da Ilha do Bananal, no Mato Grosso. A pedido de Pietro Maria Bardi, realiza um ensaio fotográfico sobre São Paulo e o interior do Estado. Ao longo de sua vida participou de diversas exposições, e teve suas fotografias apreciadas em muitos livros. Em 1988, publicou o livro Da Arte e da Linguagem, uma coletânea de artigos impressos no jornal O Estado de São Paulo. Dois anos depois, em 1990, publicou o seu premiado livro Samson Flexor - do figurativismo ao abstracionismo. Em 2005, além de participar da exposição São Paulo 450 anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles, em Poço de Caldas, recebe homenagem pelo conjunto de sua obra da Associação Brasileira dos críticos de Arte (ABCA). No mesmo ano, o IMS celebra os 85 anos da artista, promovendo uma exposição individual com imagens da fotógrafa apresentadas em diversos centros culturais do país.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Instituto Moreira Salles
