Título: Alfredo Volpi e sua obra
Detalhes
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Alice Brill
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Alfredo Volpi e sua obra
(Título atribuído)
Alice Brill (Autoria)
circa 1951(Data de produção)
1950 - 1954(Datas-limite)
Retrato de Alfredo Volpi diante de uma de suas obras, em sua residência e ateliê no Cambuci. Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 14 de abril de 1896, e faleceu em São Paulo em 28 de maio de 1988. Sua família passou a residir em São Paulo em 1897, estabelecendo-se no Ipiranga. Ainda criança, Alfredo estudou na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalhou como marceneiro-entalhador e encanador. Em 1911, tornou-se pintor decorador e começou a pintar sobre madeiras e telas. Uma paisagem de 1914 é indicada como sua primeira pintura de cavalete. Casou-se em 1927 com Benedita da Conceição (Judith), que provavelmente serviu de modelo no quadro "Mulata" do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Na década de trinta passou a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas, como Mario Zanini e Francisco Rebolo, integrando ainda a Família Artística Paulista em 1937. Realizou trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(dimensão total)
Interna, Retrato, Diurna, Cambuci, Bairros, Arte
Alice Brill nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920. Assim como outros alemães, sua família emigrou para o Brasil em 1934, com o intuito de escapar do regime nacional socialista de Hitler. Artista plástica, gravadora, ensaísta, fotógrafa, e ainda educadora, Alice dedicou sua vida a expressão artística. Seu primeiro contato com a arte foi através de Paulo Rossi Osir, que acabou se tornando seu primeiro mentor e mestre junto ao Grupo Santa Helena. Aprimora seu olhar artístico indo estudar por dois anos nos EUA, participando de cursos na University of New Mexico e também em The Art Students League, em Nova York. Ao retornar, a artista alemã continua seus estudos na PUC-SP, ao cursar a graduação e pós-graduação, obtendo os títulos de mestre pela faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e de doutora, pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Como fotógrafa, é contratada para a revista Habitat, por onde faz uma reportagem importante sobre os índios Carajá da Ilha do Bananal, no Mato Grosso. A pedido de Pietro Maria Bardi, realiza um ensaio fotográfico sobre São Paulo e o interior do Estado. Ao longo de sua vida participou de diversas exposições, e teve suas fotografias apreciadas em muitos livros. Em 1988, publicou o livro Da Arte e da Linguagem, uma coletânea de artigos impressos no jornal O Estado de São Paulo. Dois anos depois, em 1990, publicou o seu premiado livro Samson Flexor - do figurativismo ao abstracionismo. Em 2005, além de participar da exposição São Paulo 450 anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles, em Poço de Caldas, recebe homenagem pelo conjunto de sua obra da Associação Brasileira dos críticos de Arte (ABCA). No mesmo ano, o IMS celebra os 85 anos da artista, promovendo uma exposição individual com imagens da fotógrafa apresentadas em diversos centros culturais do país.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Instituto Moreira Salles
