Título: Casario colonial e igreja de Nossa Senhora do Carmo
Detalhes
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Alice Brill
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Casario colonial e igreja de Nossa Senhora do Carmo
(Título atribuído)
Alice Brill (Autoria)
1964(Data de produção)
Vista de rua com casario colonial, terminando na igreja de Nossa Senhora do Carmo. Destacam-se suas torres e frontão. A primeira capela de Nossa Senhora do Carmo foi benta no dia 20 de dezembro de 1734, pelo Padre Antônio Pereira Corrêa, vigário da Vara interino. Sua construção teve início nos primeiros dias de 1733. A autorização concedida à Irmandade de Nossa Senhora do Carmo com sede na Matriz de Nossa Senhora do Pilar de São João del-Rei, para a construção de sua capela, por Dom Frei Antônio de Guadalupe, bispo do Rio de Janeiro é datada de 10 de dezembro de 1732. A regalia de Ordem terceira foi concedida por bula papal em 9 de setembro de 1746, sendo papa, Benedito XIV, no 7º ano de seu pontificado. O bonito e artístico portão de ferro do Cemitério da Ordem é digno de admiração. Fica ao lado esquerdo da igreja. Foi projetado e feito pelo mestre ferreiro Justino José Ferreira, em 1836. Até pouco tempo a Ordem do Carmo se encarregava da Procissão do Senhor morto, na Sexta-feira da Semana Santa. Depois do Descendimento da Cruz, a imagem era levada por uma procissão para a igreja do Carmo. Após um intervalo às 23 horas, saía a procissão que percorria as principais ruas centrais da cidade, com o canto da Verônica em pontos determinados. A tradição se mantém atualmente, mas sob a responsabilidade da própria Irmandade do Santíssimo Sacramento da Catedral de Nossa Senhora do Pilar.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(dimensão total)
Externa, Cena de rua, Diurna, Igrejas e capelas, Aspectos urbanos, Arquitetura
Alice Brill nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920. Assim como outros alemães, sua família emigrou para o Brasil em 1934, com o intuito de escapar do regime nacional socialista de Hitler. Artista plástica, gravadora, ensaísta, fotógrafa, e ainda educadora, Alice dedicou sua vida a expressão artística. Seu primeiro contato com a arte foi através de Paulo Rossi Osir, que acabou se tornando seu primeiro mentor e mestre junto ao Grupo Santa Helena. Aprimora seu olhar artístico indo estudar por dois anos nos EUA, participando de cursos na University of New Mexico e também em The Art Students League, em Nova York. Ao retornar, a artista alemã continua seus estudos na PUC-SP, ao cursar a graduação e pós-graduação, obtendo os títulos de mestre pela faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e de doutora, pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Como fotógrafa, é contratada para a revista Habitat, por onde faz uma reportagem importante sobre os índios Carajá da Ilha do Bananal, no Mato Grosso. A pedido de Pietro Maria Bardi, realiza um ensaio fotográfico sobre São Paulo e o interior do Estado. Ao longo de sua vida participou de diversas exposições, e teve suas fotografias apreciadas em muitos livros. Em 1988, publicou o livro Da Arte e da Linguagem, uma coletânea de artigos impressos no jornal O Estado de São Paulo. Dois anos depois, em 1990, publicou o seu premiado livro Samson Flexor - do figurativismo ao abstracionismo. Em 2005, além de participar da exposição São Paulo 450 anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles, em Poço de Caldas, recebe homenagem pelo conjunto de sua obra da Associação Brasileira dos críticos de Arte (ABCA). No mesmo ano, o IMS celebra os 85 anos da artista, promovendo uma exposição individual com imagens da fotógrafa apresentadas em diversos centros culturais do país.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Instituto Moreira Salles
