Título: Panorama do Rio de Janeiro, tomado ao alto do Corcovado
Detalhes
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Gilberto Ferrez
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Panorama do Rio de Janeiro, tomado ao alto do Corcovado
(Título atribuído)
Marc Ferrez (Autoria)
circa 1890(Data de produção)
1885 - 1895(Datas-limite)
Vista panorâmica dos bairros de Botafogo e Urca, a geografia montanhosa da cidade e, ao fundo, do outro lado da Baía de Guanabara, a cidade de Niterói. Bairro tradicional do Rio desde o século XIX, Botafogo cresceu muito depois de1880, estimulado pela inauguração dos bondes e a abertura de novas ruas. A Praia de Botafogo foi primeiro chamada pelos franceses de "Le Lac" - o Lago. Os portugueses deram o nome de Francisco Velho, um dos companheiros de Estácio de Sá no Morro Cara de Cão, que se estabeleceu na praia e começou ali uma lavoura. Por volta de 1641 passou a chamar-se Praia de Botafogo por causa de João de Souza Botafogo, que ali manteve residência depois que chegou ao Brasil fugindo de perseguições políticas em Portugal. João Botafogo ajudou os portugueses nas lutas contra os franceses e, pelos seus serviços, passou a proprietário de terras que iam do litoral até a Quinta da Olaria de São Clemente. Até o século XVIII o bairro era praticamente inabitado, e eram dois os caminhos que levavam à Praia: o Caminho Velho, atual rua Senador Vergueiro, e o Caminho Novo, atual rua Marquês de Abrantes. A faixa praieira do bairro contava com elegantes casarios, onde moravam os membros da boa sociedade carioca. Já a Urca praticamente não existia como bairro no século XIX. Uma das primeiras tentativas de urbanizar a região se deu após o fim da guerra do Paraguai, em 1870, quando o Voluntário da Pátria Domingos Fernandes Pinto começou a abrir uma avenida costeira entre o Hospício Pedro II e a Fortaleza de São João. No entanto, essa tentativa não foi adiante por falta de financiamento. Somente no governo de Afonso Pena (de 1906 a 1909), nas comemorações do Centenário da Abertura dos Portos (em 1908) é que de fato começaram as obras. Um cais com balaústres foi feito na Praia da Saudade, em frente ao Hospício, foi concluído o edifício da Escola de Guerra e instalada uma iluminação elétrica jamais vista na cidade. Os pavilhões construídos para a exposição e a nova iluminação atraíam multidões para visitas ao bairro. Por volta de 1918 o Comendador Oscar Gama, através da Sociedade Anônima Empresa Urca (fundada por ele e amigos) e apoiado pelo prefeito Carlos Sampaio, construiu a Avenida Portugal com a Igreja de Nossa Senhora do Brasil e algumas ruas próximas, além de muralhas ao longo da praia.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
28,5(altura) x 37,5(largura)(imagem)
29,8(altura) x 38,7(largura)(dimensão total)
29,8(altura) x 38,7(largura)(dimensão total)
Externa, Horizontal, Paisagem, Diurna, Aspectos urbanos, Acidente Geográfico, Bairros, Urca, Botafogo
Livro: Brasil Gerson, História das ruas do Rio, Editora: Brasiliana, 1965, pg. 286/299; Sanson, M. e Vasquez, P. ORJFL, p. 106.
Nascido em 1843 no Rio de Janeiro, Marc Ferrez, filho de franceses, registrou meio século de transformações ocorridas no país. Do Império à República retratou eventos históricos e projetos emblemáticos de reconhecimento do território e da modernização do país. Nas últimas duas décadas de sua vida experimentou a fotografia em cores e dedicou-se ao negócio do cinema, ao lado dos filhos, tornando-se um dos principais distribuidores e difusores da nova arte no Brasil. Após residir na França de 1915 a 1922, com um curto intervalo no Brasil em 1920, faleceu no Rio de Janeiro em 1923.
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Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles
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