Título: Feira de Penedo
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Feira de Penedo
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1956(Data de produção)
1951 - 1961(Datas-limite)
Feira de artesanato em Penedo, Alagoas, região rica em artesãos. Predominam as esculturas, em madeira, pedra, calcário, gesso e barro, e também são confeccionados objetos em couro, palha, fibra e casca de coco. Tudo isso é comercializado em grandes mercados abertos. A cidade, localizada na foz do rio São Francisco, ergue-se sobre um rochedo e é considerada importante para o controle do rio. Sua colonização inicial foi feita por portugueses, mas no século XVII, quando da invasão holandesa no Nordeste, a cidade foi conquistada por Maurício de Nassau. Durante a invasão, Nassau lá instalou o forte que leva seu nome. Penedo carrega também a marca dos missionários franciscanos, que ergueram igrejas e conventos na cidade.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Comércio / Serviços, Trabalho, Ambulante, Feira, Arte, Artesanato, Externa, Diurna
Reproduzido a partir do contato, não possui negativo.
www.canalpenedo.com.br; www.turismoalagoas.hpg.ig.com.br/tur-penedo.htm
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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