Title: Puxada do Xaréu
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Marcel Gautherot
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Puxada do Xaréu
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1950(Data de produção)
1949 - 1954(Datas-limite)
A puxada da rede do xareu (um tipo de peixe) é uma das heranças mais interessantes dos tempos da escravidão, sobretudo pelo aspecto folclórico, que transforma um labor fatigante em uma das mais agradáveis atrações das praias baianas. Era uma atividade que exigia um esforço tremendo e um número muito grande de homens para a tarefa. Os pescadores iam para o mar de madrugada ou às vezes até à noite, para lançar a enorme rede, para só então de manhã puxarem. A puxada da rede era acompanhada de cânticos na maioria em ritmo triste que representavam a dificuldade da vida daqueles que tiram o seu sustento do mar. Além dos cânticos, os atabaques e as batidas sincronizadas dos pés davam o ritmo para que os homens não desanimassem e continuassem a puxar a enorme rede, o que dava um ar de ritual e beleza àquela atividade. Quando enfim terminavam de puxar a rede, eram entoados cânticos em agradecimento à pescaria e o peixe era partilhado entre os pescadores e começava o festejo em comemoração.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
Trabalho, Praia, Acidente Geográfico, Pesca, Alimentos, Peixe, Externa, Diurna
Reproduzido a partir do contato, não possui negativo.
https://abadarodos.wordpress.com/as-artes-%CE%BF%CE%B9-%CF%84%CE%AD%CF%87%CE%BD%CE%B5%CF%82/dancas-%CF%87%CE%BF%CF%81%CE%BF%CE%AF/puxada-de-rede/
http://capoeiraderaizes.blogspot.com.br/2010/09/puxada-de-rede-do-xareu.html
http://capoeiraderaizes.blogspot.com.br/2010/09/puxada-de-rede-do-xareu.html
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
