Title: Cine Brasília
Details
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Marcel Gautherot
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Cine Brasília
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1961(Data de produção)
1960 - 1961(Datas-limite)
A história do Cine Brasília está definitivamente ligada à de Brasília. Inaugurado dentro da programação que comemorou a transferência da capital do país, em de abril de 1960, o cinema desde então incorporou-se ao lazer dos pioneiros, oferecendo maior conforto e novas oportunidades de entretenimento. Projetado por Oscar Niemeyer para ser o cinema da Unidade de Vizinhança, junto ao complexo que teria ainda uma quadra de esportes situado na entrequadra 106/107 Sul, o Cine Brasília foi erguido sob o aval da Novacap pela Companhia Construtora Pederneiras S.A., pertencendo originalmente àquela empresa. Antes mesmo de ser inaugurado, foi arrendado à Companhia Cinematográfica Luiz Severiano Ribeiro. Na programação inaugural foram projetados grandes sucessos de bilheteria, tais como "Anáguas a Bordo", com Gary Grant, "A Canoa Furou", com Jerry Lewis e "O Discípulo do Diabo", com Kirk Douglas e Burt Lancaster, entre outros.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
Lazer / Entretenimento, Arquitetura Moderna, Arquitetura, Externa, Diurna, Cine Brasília, Cinemas
http://www.cultura.df.gov.br/nossa-cultura/cine-brasilia.html
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
