Title: Palácio da Justiça e outros
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Marcel Gautherot
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Palácio da Justiça e outros
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1972(Data de produção)
1972 - 1975(Datas-limite)
O Palácio da Justiça, que está nessa sequência, foi inaugurado em 3 de julho de 1972. De autoria de Niemeyer, o palácio assemelha-se ao do Ministério das Relações Exteriores e ao Itamaraty, por causa dos seus arcos. Além do espelho d’água, cascatas artificiais correm por calhas de concreto e são a atração da fachada principal. Recentemente, passou a ser conhecido como Palácio Raimundo Faoro. O Palácio da Justiça é a sede do Ministério da Justiça. Possui estrutura gótica e moderna, com a exploração do concreto e do aço. A fachada do edifício é formada por lajes curvas entre arcos com cascatas artificiais, um olho d’água e dois painéis artísticos embutidos na parede. O Palácio é localizado na Ala Norte da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional. Não há programas para visitação Internas no edifício, mas é possível apreciar a beleza de sua fachada à caminho do Congresso Nacional ou da Praça dos Três Poderes. Os jardins são de Burle Marx.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
Arquitetura Moderna, Arquitetura, Congresso Nacional, Palácio da Justiça, Palácio do Planalto
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
As construções de Brasília, IMS, 2010
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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