Título: Abaetetuba, barcos no rio Tocantins
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Abaetetuba, barcos no rio Tocantins
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1966(Data de produção)
1966 - 1968(Datas-limite)
Abaetetuba fica no estado do Pará, na margem direita da foz do rio Tocantins, em frente à baia de Marapatá. Seu nome é uma palavra indígena (nheengatu) que pode ser traduzida por “terra de homens fortes e valentes” (ou ilustres), em Tupi . A padroeira do município é Nossa Senhora da Conceição, cuja festa, o povo participa ativamente no período de 28 de novembro a 8 de dezembro. A cidade é reconhecida em todo estado por seu aspecto cultural e artístico, que abrange a musica, literatura, teatro, danças folclóricas, artesanato destacando-se dentro deste o brinquedo de Miriti, tradicional em todas as comemorações do Círio de Nazaré em Belém e reconhecido internacionalmente como uma das mais expressivas manifestações do artesanato brasileiro.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Transportes, Externa, Diurna
http://www.abaetetuba.pa.gov.br/
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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