Title: Um acervo para o mundo
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Ana Cristina Cesar (ACC)
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Recorte sobre
Um acervo para o mundo
(Título)
Alessandra Simões (Autoria)
2 de outubro de 1999
Artigo
Gazeta Mercantil, seção: Leitura de Fim de Semana
; 1(folhas)
Cadernos de literatura brasileira, Correspondência incompleta, Crítica e tradução, Poesia é uma ou duas linhas e atrás uma imensa paisagem
Os textos Mitologias do Rio antigo, de Daniel Piza, e A cena originária, de Luis Antonio Giron, fazem parte do documento. Na primeira organização do Arquivo Ana Cristina Cesar, dada pelo IMS em 2002, registrada em base Access, esse documento integrou a série Matéria extraída de publicação com a notação ACC-MP-POA-549.
Nascido em 1843 no Rio de Janeiro, Marc Ferrez, filho de franceses, registrou meio século de transformações ocorridas no país. Do Império à República retratou eventos históricos e projetos emblemáticos de reconhecimento do território e da modernização do país. Nas últimas duas décadas de sua vida experimentou a fotografia em cores e dedicou-se ao negócio do cinema, ao lado dos filhos, tornando-se um dos principais distribuidores e difusores da nova arte no Brasil. Após residir na França de 1915 a 1922, com um curto intervalo no Brasil em 1920, faleceu no Rio de Janeiro em 1923.;O espanhol Juan Gutierrez chegou ao Brasil na década de 1880, estabelecendo-se inicialmente no número 114 da rua da Carioca, onde abriu a Photographia União (entre 1880 e 1891), dedicada às artes gráficas (fototipia) e à fotografia. Entre 1892 e 1897 foi proprietário da Companhia Photographica Brazileira, localizada na rua Gonçalves Dias, 40, edifício anteriormente pertencente a um colégio, reformado e readaptado para abrigar o grandioso estabelecimento fotográfico. Espalhando-se pelo térreo e mais dois andares, o estúdio abrigava área de exposição, uma sala onde eram impressos retratos, vistas e planotipias, escritório, estufa, laboratório e oficina de retocadores de ampliação e fototipia, entre outros ambientes, e sua inauguração foi notícia de destaque no Jornal do Commercio, importante periódico da época. Consagrado retratista e paisagista, Gutierrez notabilizou-se pelo registro fotográfico da Revolta da Armada, rebelião ocorrida entre 1893 e 1894 na baía de Guanabara, e foi um dos últimos profissionais a receber o título de "Photographo da Casa Imperial", em 1889. Segundo indícios, o fotógrafo teria morrido acompanhando as investidas das tropas republicanas contra Canudos, em 1897.
O espanhol Juan Gutierrez chegou ao Brasil na década de 1880, e foi um dos últimos a receber o título de "Photographo da Caza Imperial". Estabeleceu-se inicialmente na Rua da Carioca, onde abriu a Photographia União dedicada às artes gráficas (fototipia) e à fotografia. Exímio paisagista, fotografou momentos históricos da época, como a revolta da Armada. Segundo alguns indícios, Gutierrez morreu acompanhando as tropas da República contra Canudos, em 1897.;Augusto César Malta de Campos (1864 - 1957). Alagoano, viveu no Rio de Janeiro, produção principal: 3 primeiras décadas do séc. XX. Nasceu em Paulo Afonso, na Província de Alagoas, em 1864. Em 1900 iniciou suas atividades como fotógrafo amador, recebendo parte de seu aprendizado de Marc Ferrez. Em 1903 foi nomeado Fotógrafo Oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Prefeito Moreira Passos. Deve-se a Malta a mais importante documentação fotográfica do Rio de Janeiro nas três primeiras décadas do século XX. Ele registrou toda a transformação urbana ocorrida na cidade nesse período: demolições, construções, retificações de praças, logradouros e edifícios históricos, além de fotografar os personagens da cidade. Suas fotos foram utilizadas nas primeiras publicações ilustradas como Fon-Fon, Careta, Kosmos, entre outras, e em cartões postais. Malta pode ser considerado um dos precursores do fotojornalismo no país. Faleceu em 1957 no Rio de Janeiro.;O etnólogo e antropólogo Claude Lévi-Strauss nasceu em 28 de novembro de 1908, em Bruxelas, Bélgica. Chegou ao Brasil em 1935, aos 27 anos, integrando a segunda leva de professores estrangeiros convidados a dar aulas na Universidade de São Paulo (USP), então recém-criada. Entre 1935 e 1939 organizou várias missões etnográficas pelo Mato Grosso e Amazonas, e lecionou na USP até 1938. Voltou à França nas vésperas da Segunda Guerra Mundial e pouco depois foi para Nova York dar aulas, trabalhando ainda como conselheiro cultural na embaixada francesa dos Estados Unidos. De volta à França, deu aulas no Collège de France de 1959 até se aposentar, em 1982.;O iltaliano Vicenzo Pastore nasceu em 1865 na cidade de Casamassima e chegou ao Brasil no início da década de 1890, período de grande imigração italiana em São Paulo. Em 1894 já estava estabelecido na cidade e parece ter mantido também um ateliê em Potenza, na Itália, em 1898. Fez bastante sucesso como retratista e tinha como assídua colaboradora nos trabalhos de laboratório a esposa Elvira Leopardi Pastore. Em 1914 volta à Itália e inaugura um estúdio em Bari. No entanto, essa volta dura pouco por conta da eclosão da Primeira Guerra Mundial, e Pastore decide regressar ao Brasil. Faleceu em 1918 em São Paulo.;A alemã Hildegard Rosenthal veio para o Brasil em 1937 para escapar do Terceiro Reich que ameaçava a integridade de sua família, já que seu marido era judeu. Estudante de Pedagogia, seu interesse pela fotografia despertou na juventude quando cursou em Frankfurt as aulas de Paul Wolff, além de ter freqüentado o instituto Gaedel, onde aprendeu as operações químicas básicas para o processamento de filmes e papéis. Seu primeiro emprego no Brasil foi na Kosmo Foto, empresa de comércio e serviços fotográficos, mas foi na Press Information que ela pôde realizar seu trabalho. A Press Information era uma pequena agência de notícias que tinha por objetivo fornecer, para publicações no exterior, material sobre determinados temas da realidade brasileira, mas veiculava notícias para dentro do país também, publicando-as, por exemplo, no Estado de S. Paulo e em A Gazeta, entre outras. A cidade de São Paulo foi um tema recorrente na obra de Hildegard, fotografando seus transeuntes e moradores, como também seus edifícios e suas ruas. Por conviver com a alta intelectualidade brasileira, tem retratos importantes de artistas, literatos e pintores do Brasil. Sua obra inaugura um estilo de fotorreportagem no país.;Poeta de privilegiada consciência crítica, Ana Cristina Cesar destacou-se na década de 1970 por uma poesia intimista marcada pela coloquialidade. Nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 2 de junho de 1952 e cursou Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC). Incluída na antologia 26 poetas hoje, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda em 1975, fez parte da geração de intérpretes de uma liberdade estética incomum que aproximou leitor e poesia por meio de informalidade e aparente improviso. Ana Cristina Cesar morreu no Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 1983.
O espanhol Juan Gutierrez chegou ao Brasil na década de 1880, e foi um dos últimos a receber o título de "Photographo da Caza Imperial". Estabeleceu-se inicialmente na Rua da Carioca, onde abriu a Photographia União dedicada às artes gráficas (fototipia) e à fotografia. Exímio paisagista, fotografou momentos históricos da época, como a revolta da Armada. Segundo alguns indícios, Gutierrez morreu acompanhando as tropas da República contra Canudos, em 1897.;Augusto César Malta de Campos (1864 - 1957). Alagoano, viveu no Rio de Janeiro, produção principal: 3 primeiras décadas do séc. XX. Nasceu em Paulo Afonso, na Província de Alagoas, em 1864. Em 1900 iniciou suas atividades como fotógrafo amador, recebendo parte de seu aprendizado de Marc Ferrez. Em 1903 foi nomeado Fotógrafo Oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Prefeito Moreira Passos. Deve-se a Malta a mais importante documentação fotográfica do Rio de Janeiro nas três primeiras décadas do século XX. Ele registrou toda a transformação urbana ocorrida na cidade nesse período: demolições, construções, retificações de praças, logradouros e edifícios históricos, além de fotografar os personagens da cidade. Suas fotos foram utilizadas nas primeiras publicações ilustradas como Fon-Fon, Careta, Kosmos, entre outras, e em cartões postais. Malta pode ser considerado um dos precursores do fotojornalismo no país. Faleceu em 1957 no Rio de Janeiro.;O etnólogo e antropólogo Claude Lévi-Strauss nasceu em 28 de novembro de 1908, em Bruxelas, Bélgica. Chegou ao Brasil em 1935, aos 27 anos, integrando a segunda leva de professores estrangeiros convidados a dar aulas na Universidade de São Paulo (USP), então recém-criada. Entre 1935 e 1939 organizou várias missões etnográficas pelo Mato Grosso e Amazonas, e lecionou na USP até 1938. Voltou à França nas vésperas da Segunda Guerra Mundial e pouco depois foi para Nova York dar aulas, trabalhando ainda como conselheiro cultural na embaixada francesa dos Estados Unidos. De volta à França, deu aulas no Collège de France de 1959 até se aposentar, em 1982.;O iltaliano Vicenzo Pastore nasceu em 1865 na cidade de Casamassima e chegou ao Brasil no início da década de 1890, período de grande imigração italiana em São Paulo. Em 1894 já estava estabelecido na cidade e parece ter mantido também um ateliê em Potenza, na Itália, em 1898. Fez bastante sucesso como retratista e tinha como assídua colaboradora nos trabalhos de laboratório a esposa Elvira Leopardi Pastore. Em 1914 volta à Itália e inaugura um estúdio em Bari. No entanto, essa volta dura pouco por conta da eclosão da Primeira Guerra Mundial, e Pastore decide regressar ao Brasil. Faleceu em 1918 em São Paulo.;A alemã Hildegard Rosenthal veio para o Brasil em 1937 para escapar do Terceiro Reich que ameaçava a integridade de sua família, já que seu marido era judeu. Estudante de Pedagogia, seu interesse pela fotografia despertou na juventude quando cursou em Frankfurt as aulas de Paul Wolff, além de ter freqüentado o instituto Gaedel, onde aprendeu as operações químicas básicas para o processamento de filmes e papéis. Seu primeiro emprego no Brasil foi na Kosmo Foto, empresa de comércio e serviços fotográficos, mas foi na Press Information que ela pôde realizar seu trabalho. A Press Information era uma pequena agência de notícias que tinha por objetivo fornecer, para publicações no exterior, material sobre determinados temas da realidade brasileira, mas veiculava notícias para dentro do país também, publicando-as, por exemplo, no Estado de S. Paulo e em A Gazeta, entre outras. A cidade de São Paulo foi um tema recorrente na obra de Hildegard, fotografando seus transeuntes e moradores, como também seus edifícios e suas ruas. Por conviver com a alta intelectualidade brasileira, tem retratos importantes de artistas, literatos e pintores do Brasil. Sua obra inaugura um estilo de fotorreportagem no país.;Poeta de privilegiada consciência crítica, Ana Cristina Cesar destacou-se na década de 1970 por uma poesia intimista marcada pela coloquialidade. Nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 2 de junho de 1952 e cursou Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC). Incluída na antologia 26 poetas hoje, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda em 1975, fez parte da geração de intérpretes de uma liberdade estética incomum que aproximou leitor e poesia por meio de informalidade e aparente improviso. Ana Cristina Cesar morreu no Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 1983.
O Arquivo Ana Cristina Cesar chegou ao Instituto Moreira Salles em 1999. Conserva numerosos cadernos com anotações diversas, rascunhos de poemas, traduções, notas de leitura, de reflexões e observações gerais, além de outros originais da autora. Contém correspondência, desenhos, fotografias, recortes de jornal e de revista.
O IMS não detém os direitos patrimoniais de autor e os direitos de uso de imagem do(s) retratado(s) nos documentos deste arquivo.
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