Title: Dona Santa, rainha do Maracatu Elefante
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Marcel Gautherot
Marcel Gautherot > Dona Santa, rainha do Maracatu Elefante
Dona Santa, rainha do Maracatu Elefante
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1949(Data de produção)
O Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação é uma manifestação da cultura popular brasileira, afro-descendente. Surgiu durante o período escravocrata, provavelmente entre os séculos XVII e XVIII, onde hoje é o Estado de Pernambuco, principalmente nas cidades de Recife, Olinda e Igarassu. É caracterizado pelo uso predominante de instrumentos de percussão de origem africana. Com o ritmo intenso e frenético, teve origem nas congadas, cerimônias de coroação dos reis e rainhas da Nação negra. O Maracatu Elefante foi fundado no ano de 1800, pelo escravo Manuel Santiago após sua insurreição contra a direção do Maracatu Brilhante. Dona Santa - Rainha da Nação Elefante - grupo de maracatu. Nasceu no Recife, a 5 de março de 1877, Maria Julia do Nascimento. Foi coroada rainha em 1947 e reinou até a sua morte, em 1962. Calungas são elementos sagrados do maracatu, também chamada de bonecas, sempre presente ao cortejo das nações africanas, do qual se originou o nosso maracatu. No Maracatu Elefante, pesquisado entre1949-52 pelo musicólogo Guerra Peixe, três calungas se destacavam: Dona Emília, Dom Luís e Dona Leopoldina. A orquestra de um maracatu nação, também chamado de baque virado, é formada tão somente por instrumentos de percussão, ao contrário dos maracatus de orquestra que quase sempre têm um trombone e outros instrumentos de sopro no seu conjunto.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
Lazer / Entretenimento, Carnaval, Maracatu, Festas folclóricas, Festas populares, Indumentária, Externa, Diurna
http://www.dicionariompb.com.br/maracatu-nacao-elefante/dados-artisticos
http://www.leaocoroado.org.br/
http://maracatu.org.br/o-maracatu/breve-historia/
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=233
http://www.recife.pe.gov.br/especiais/brincantes/1c.html
http://www.leaocoroado.org.br/
http://maracatu.org.br/o-maracatu/breve-historia/
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=233
http://www.recife.pe.gov.br/especiais/brincantes/1c.html
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
