Title: Nelson Pouco Fumo, Nilton Batatinha, Alvaiade e Zé Kéti. Atrás, Jair do Cavaquinho, no ensaio na Portela
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Marcel Gautherot
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Nelson Pouco Fumo, Nilton Batatinha, Alvaiade e Zé Kéti. Atrás, Jair do Cavaquinho, no ensaio na Portela
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1956(Data de produção)
1956 - 1957(Datas-limite)
Ensaio do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, fundada em 11 de abril de 1923 no bairro de Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro. É a mais antiga escola de samba em atividade permanente e a única que participou de todos os desfiles de escolas de samba da cidade. O G.R.E.S. Portela foi a campeã do primeiro concurso de escolas de samba (não oficial) em 1929, organizado por Zé Espinguela. Até 2016, venceu 21 campeonatos.
Na fotografia, da esquerda para a direita, os sambistas Nelson Pouco Fumo, Nilton Batatinha, Alvaiade e Zé Kéti. Atrás, Jair do Cavaquinho.
Nilton Batatinha foi um dos compositores do samba-enredo "Motivos Patrióticos", com o qual a Portela ganhou seu sexto título, em 1945. Também compôs o samba-enredo "Rugendas", em 1962. Em 1982, foi diretor de harmonia da escola.
Oswaldo Santos, o Alvaiade ( RJ 21/12/1913 - RJ 23/6/1981), nasceu na Estrada do Portela, no bairro de Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio de Janeiro. Seu apelido lhe foi dado por companheiros de futebol. Tocava diversos instrumentos de percussão e cavaquinho e foi dos fundadores da União Brasileira de Compositores. Em 1928, Paulo da Portela o convidou a integrar a Escola de Samba Vai Como Pode, que mais tarde se chamaria Portela. Integrou a Ala de Compositores da Portela, onde também desempenhou diversas funções, inclusive administrativas. Compôs os sambas-enredos de 1942, 1943 e 1947 - nas três ocasiões a Portela foi campeã do desfile de escolas de samba.
Zé Kéti, nome artístico de José Flores de Jesus ( RJ 16/9/1921 - RJ 14/11/1999), foi compositor e cantor. Em1945, entrou para o grupo de compositores da Portela. Magoado com fofocas envolvendo seu samba "Leviana", saiu da Portela e em 1954 foi para a União de Vaz Lobo, mas logo retornou à Portela. Foi responsável pela revitalização do samba, na época em que surgiu a bossa nova. Em 1962, foi um dos compositores do samba-enredo "Rugendas (Viagens pitorescas através do Brasil)", com o qual a escola venceu o campeonato. Participou do Show Opinião, estrelado por ele de 1964 a 1965 ao lado de Nara Leão e João do Vale. Em 1976 saiu da Portela, mas retornou durante a década de 80. É o compositor de vários sambas, dentre eles "Máscara Negra" e Diz que fui por aí", "Nega Dina" e A Voz do Morro".
Jair Araújo da Costa, conhecido como Jair do Cavaquinho (RJ, 26 de abril de 1922 - RJ, 6 de abril de 2006), fazia parte da ala de compositores da Portela e integrou os conjuntos A Voz do Morro, Os Cinco Crioulos, Os Cinco Só, além da Velha-Guarda da Portela.
Na fotografia, da esquerda para a direita, os sambistas Nelson Pouco Fumo, Nilton Batatinha, Alvaiade e Zé Kéti. Atrás, Jair do Cavaquinho.
Nilton Batatinha foi um dos compositores do samba-enredo "Motivos Patrióticos", com o qual a Portela ganhou seu sexto título, em 1945. Também compôs o samba-enredo "Rugendas", em 1962. Em 1982, foi diretor de harmonia da escola.
Oswaldo Santos, o Alvaiade ( RJ 21/12/1913 - RJ 23/6/1981), nasceu na Estrada do Portela, no bairro de Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio de Janeiro. Seu apelido lhe foi dado por companheiros de futebol. Tocava diversos instrumentos de percussão e cavaquinho e foi dos fundadores da União Brasileira de Compositores. Em 1928, Paulo da Portela o convidou a integrar a Escola de Samba Vai Como Pode, que mais tarde se chamaria Portela. Integrou a Ala de Compositores da Portela, onde também desempenhou diversas funções, inclusive administrativas. Compôs os sambas-enredos de 1942, 1943 e 1947 - nas três ocasiões a Portela foi campeã do desfile de escolas de samba.
Zé Kéti, nome artístico de José Flores de Jesus ( RJ 16/9/1921 - RJ 14/11/1999), foi compositor e cantor. Em1945, entrou para o grupo de compositores da Portela. Magoado com fofocas envolvendo seu samba "Leviana", saiu da Portela e em 1954 foi para a União de Vaz Lobo, mas logo retornou à Portela. Foi responsável pela revitalização do samba, na época em que surgiu a bossa nova. Em 1962, foi um dos compositores do samba-enredo "Rugendas (Viagens pitorescas através do Brasil)", com o qual a escola venceu o campeonato. Participou do Show Opinião, estrelado por ele de 1964 a 1965 ao lado de Nara Leão e João do Vale. Em 1976 saiu da Portela, mas retornou durante a década de 80. É o compositor de vários sambas, dentre eles "Máscara Negra" e Diz que fui por aí", "Nega Dina" e A Voz do Morro".
Jair Araújo da Costa, conhecido como Jair do Cavaquinho (RJ, 26 de abril de 1922 - RJ, 6 de abril de 2006), fazia parte da ala de compositores da Portela e integrou os conjuntos A Voz do Morro, Os Cinco Crioulos, Os Cinco Só, além da Velha-Guarda da Portela.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
Portela, Pessoas, Carnaval, Manifestações / Festas Populares, Escola de Samba
Reproduzido a partir do contato, não possui negativo.
www.gresportela.org.br
Dicionário Cravo Albin
http://www.portelaweb.com.br/arquivos.php?codigo=35&cod_cat=3
Entrevista com o presidente de honra da Portela, Monarco, no IMS, em 5 de maio de 2016
Dicionário Cravo Albin
http://www.portelaweb.com.br/arquivos.php?codigo=35&cod_cat=3
Entrevista com o presidente de honra da Portela, Monarco, no IMS, em 5 de maio de 2016
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
