Title: Palácio Itamaraty - Rio de Janeiro
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Marcel Gautherot
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Palácio Itamaraty - Rio de Janeiro
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1966(Data de produção)
1962 - 1966(Datas-limite)
O Palácio Itamaraty no Rio de Janeiro foi sede do Ministério das Relações Exteriores de 1899 a 1970. Foi construído em meados do século XIX e fica na Avenida Marechal Floriano, 196. O palacete cor-de-rosa foi encomendado por Francisco José da Rocha (1806-1883), conde de Itamaraty, bem-sucedido comerciante de café e pedras preciosas. A construção foi concluída em 1854 e assinada por José Maria Jacinto Rebelo, discípulo de Grandjean de Montigny. Em 1889, a casa foi vendida ao governo republicano e ocupada pela Presidência até tornar-se a sede do Ministério das Relações Exteriores. A partir de então, seria de tal modo identificada com a diplomacia brasileira que acabou por lhe ceder o próprio nome: o Itamaraty.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
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Palácio Itamaraty - Rio de Janeiro
http://www.funag.gov.br/chdd/index.php?option=com_content&view=article&id=204&Itemid=91
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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