Title: Desembarque no Porto do Rio de Janeiro
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Marcel Gautherot
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Desembarque no Porto do Rio de Janeiro
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1950(Data de produção)
1949 - 1954(Datas-limite)
Com a construção da doca da Alfândega, na década de 1870, os primeiros projetos para o desenvolvimento do porto do Rio de Janeiro começaram a surgir. Até então, funcionava por meio de instalações dispersas, compreendendo os trapiches da Estrada de Ferro Central do Brasil, da Ilha dos Ferreiros, da enseada de São Cristóvão, da praça Mauá e os cais Dom Pedro II, da Saúde, do Moinho Inglês e da Gamboa. Em 1890, foi autorizado que a Empresa Industrial de Melhoramentos do Brasil e a The Rio de Janeiro Harbour and Docks, construíssem um conjunto de cais, armazéns e alpendres: entre a Ilha das Cobras e o Arsenal de Marinha e desde o Arsenal de Marinha até a Ponta do Caju. Em 1903, o governo federal contratou obras de melhoramentos com a firma C.H. Walker & Co. Ltd. Depois foram implantados o Cais da Gamboa e sete armazéns. A inauguração oficial do porto ocorreu em 20 de julho de 1910, passando a ser administrado por Demart & Cia. (1910), Compagnie du Port de Rio de Janeiro (1911 a 1922) e Companhia Brasileira de Exploração de Portos (1923 a 1933). Pela Lei nº 190, de 16 de janeiro de 1936, foi constituído o órgão federal autônomo denominado Administração do Porto do Rio de Janeiro, que recebeu as instalações em transferência ficando subordinado ao Departamento Nacional de Portos e Navegação, do Ministério da Viação e Obras Públicas. Mais tarde, o Decreto nº 72.439, de 9 de julho de 1973, aprovou a criação da Companhia Docas da Guanabara, atualmente Companhia Docas do Rio de Janeiro.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
http://www.navioseportos.com.br/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=64:relacao-navios&catid=34:lloydbras&Itemid=54
http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/Portos/RioJaneiro.pdf
http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/Portos/RioJaneiro.pdf
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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