Título: Edifício-sede da Pirelli em construção
Detalhes
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Edifício-sede da Pirelli em construção
(Título atribuído)
Hans Gunter Flieg (Autoria)
circa 1959(Data de produção)
1957 - 1961(Datas-limite)
Registro do processo de construção do novo edifício-sede da Pirelli.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
Engenharia, Aspectos urbanos, Arquitetura, Construções, Externa, Vertical, Diurna, Alamedas, Alameda Barão de Piracicaba
1) A Companhia Brasileira de Alumínio, fundada em 1941, pertence ao Grupo Votorantim e foi a primeira indústria de alumínio do país.
2) A primeira fábrica da empresa foi construída em 1955 na cidade de Alumínio, antiga Rodovalho, São Paulo, que na época era um núcleo urbano do então bairro de Mairinque. A cidade foi escolhida por sua proximidade com a capital paulista e com o porto de Santos. A fábrica teve papel fundamental no novo ciclo de desenvolvimento da metalurgia no país, entre os anos 1940 e 1950.
3) O Vale do Rio Juquiá foi totalmente comprado pela CBA, desde a estrada de Curitiba. Como condição de funcionamento/concessão, o Estado exigiu que a CBA produzisse energia própria no prazo de um ano - inclusive devido ao alto consumo de eletricidade utilizado na produção de alumínio. Inicialmente, utilizaram energia estatal. Construíram quatro usinas no Vale do Rio Juquiá: Cachoeira do França, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira de Alecrim e Serraria. E mais a Usina de Itupararanga no rio Sorocaba (lago de Ibiúna formado pelo represamento do Rio Sorocaba).
4) Flieg registrou tais usinas em fases diferentes (obras de construção e após sua finalização). Ao fotografar a construção da última usina (Serraria), Flieg retornou a primeira usina (do França, já concluída), e as outras duas, para ter um conjunto de todas as usinas. É esse conjunto que está no álbum de 1970 [?75].
2) A primeira fábrica da empresa foi construída em 1955 na cidade de Alumínio, antiga Rodovalho, São Paulo, que na época era um núcleo urbano do então bairro de Mairinque. A cidade foi escolhida por sua proximidade com a capital paulista e com o porto de Santos. A fábrica teve papel fundamental no novo ciclo de desenvolvimento da metalurgia no país, entre os anos 1940 e 1950.
3) O Vale do Rio Juquiá foi totalmente comprado pela CBA, desde a estrada de Curitiba. Como condição de funcionamento/concessão, o Estado exigiu que a CBA produzisse energia própria no prazo de um ano - inclusive devido ao alto consumo de eletricidade utilizado na produção de alumínio. Inicialmente, utilizaram energia estatal. Construíram quatro usinas no Vale do Rio Juquiá: Cachoeira do França, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira de Alecrim e Serraria. E mais a Usina de Itupararanga no rio Sorocaba (lago de Ibiúna formado pelo represamento do Rio Sorocaba).
4) Flieg registrou tais usinas em fases diferentes (obras de construção e após sua finalização). Ao fotografar a construção da última usina (Serraria), Flieg retornou a primeira usina (do França, já concluída), e as outras duas, para ter um conjunto de todas as usinas. É esse conjunto que está no álbum de 1970 [?75].
1) DEPOIMENTO: Hans Gunter Flieg para equipe IMS 2) PESQUISA EXTERNA: Tese de Alexandre Penedo 3) SITE: Disponível em: http://www.aluminiocba.com.br/pt/historia.php Acesso em: 2008 Disponível em: http://www.camaraaluminio.sp.gov.br/empresa_cba.htm Acesso em: 2008 Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Brasileira_de_Alum%C3%ADnio Acesso em: 2008 Disponível em: www.abal.org.br/industria/nobrasil.asp Acesso em: 2008
O alemão Hans Gunter Flieg (Chemnitz, Alemanha, 1923 - São Paulo, Brasil, 2024), poeta do aço e do concreto, tinha 16 anos quando o recrudescimento do antissemitismo de Adolf Hitler levou sua família a migrar para São Paulo, bem a tempo de se tornar um dos principais documentadores do explosivo desenvolvimento industrial e urbanístico que transformou a cidade em meados do século XX. A partir de 1945, quando se estabeleceu no mercado como fotógrafo industrial, de publicidade e de arquitetura, e até os anos 1980, lançou um olhar rigoroso – com influências marcadas da Bauhaus e do grupo alemão Nova Objetividade – sobre instalações industriais, edifícios, interiores e objetos, tensionando muitas vezes a fronteira entre a objetividade da fotografia documental e o refinamento formal que ambiciona transformar a imagem em abstração.
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