Title: Jardim do Passeio Público
Details
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Jardim do Passeio Público
(Título atribuído)
Albert Frisch (Autoria)
1865(Data de produção)
1865 - 1870(Datas-limite)
Imagem integra o álbum Brasilien (Brasil), com imagens de autoria de Albert Frisch e Philipp von Luetzelburg. As fotos de Frisch foram realizadas na Amazonia, durante a Expedição Fotográfica por ele organizada, nos rios Solimões, ou Alto Amazonas, e Negro. O álbum foi editado postumamente, em 1930, pelo filho de Frisch, Albert Frisch Junior, que se encarregou da casa editorial Kunstanstalt Albert Frisch, fundada por seu pai. O álbum conta com 112 imagens, sendo 106 de Frisch e seis do botânico von Luetzelburg, dos povos Uanana e Tukano realizadas no Alto Rio Negro, no final da década de 1920. Von Luetzelburg viveu mais de duas décadas no Brasil, trabalhou na Inspetoria de Obras Contra as Secas e atuou, sobretudo, no nordeste do país. A partir de 1927 integrou o Serviço de Inspeção de Fronteiras, dirigido por Cândido Rondon, fazendo frequentes viagens à Amazônia. Apesar de sua contribuição para o conhecimento da flora brasileira, é impossível dissociar a figura de Von Luetzelburg de suas nefastas escolhas após o retorno a Alemanha em 1938. Recrutado por Heinrich Himmler, primo de sua esposa, ingressou na SS e chefiou o departamento de botânica da Ahnenerbe, a organização oficial encarregada de difundir suas teorias raciais nazistas.
Construído entre 1779 e 1783, o Passeio Público localiza-se no centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia, e foi concebido pelo mineiro Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (c. 1745 – 1813), um dos maiores artistas do período colonial brasileiro. Ele desenhou um jardim em estilo francês para o qual fez várias obras de arte, dentre elas esculturas, chafarizes e pirâmides como o Chafariz dos Jacarés ou Fonte dos Amores, duas pirâmides de granito e a Fonte do Menino com a escultura do menino da bica.
Construído entre 1779 e 1783, o Passeio Público localiza-se no centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia, e foi concebido pelo mineiro Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (c. 1745 – 1813), um dos maiores artistas do período colonial brasileiro. Ele desenhou um jardim em estilo francês para o qual fez várias obras de arte, dentre elas esculturas, chafarizes e pirâmides como o Chafariz dos Jacarés ou Fonte dos Amores, duas pirâmides de granito e a Fonte do Menino com a escultura do menino da bica.
Fotografia - Papel
COLÓDIO/ Prata
P&B
13.4(height) x 17.3(width)(imagem/dimensão total)
28.2(height) x 22.7(width)(dimensão total)
28.2(height) x 22.7(width)(dimensão total)
Árvores, Parques e Praças, Paisagismo, Flora / Vegetação, Montanha/Morro, Diurna, Externa, Horizontal, Centro do Rio de Janeiro, Passeio Público - Rio de Janeiro, Centro da cidade
Fotografia geolocalizada para o projeto ImagineRio: https://www.imaginerio.org/pt
http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7080
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão contratado por Georges Leuzinger, percorreu entre 1867 e 1868 o Alto Amazonas, de Tabatinga a Manaus, e foi um dos primeiros a retratar povos indígenas brasileiros, além de aspectos da paisagem local. O conjunto de cerca de cem imagens (existem diversas versões do álbum que variam também em número de fotos) foi editado e comercializado pela Casa Leuzinger, e pelo próprio fotógrafo, e representa um marco na fotografia brasileira do século XIX. Albert Frisch acompanhou a expedição oficial dos engenheiros alemães Joseph Keller e Franz Keller-Leuzinger, genro de Georges Leuzinger e filho de Joseph, ao Rio Madeira, iniciada em novembro de 1867. Os Keller trabalhavam na exploração e medição de rios brasileiros. Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus, seguindo pelo rio Solimões (na época conhecido como Alto Amazonas) em um vapor até Iquitos, no Peru, para realizar seu projeto fotográfico. Na volta, de acordo com a narrativa descrita pelos editores do álbum, o fotógrafo viajou em um pequeno barco, que se transformou em seu lar e laboratório durante os meses de sua expedição, com a companhia de dois remadores. Em diversas notícias de jornais da época é relatado que Frisch viajou desde o Rio de Janeiro com um homem escravizado, que também foi seu assistente durante a expedição, mas que infelizmente não sabemos o nome. As fotos produzidas registram a natureza (árvores, palmeiras e animais típicos), indivíduos indígenas e ribeirinhos, aspectos de Manaus, a capital da Província, e dos vilarejos que surgiam às margens dos rios.
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão, nascido na Baviera, mudou-se para Munique ao fim da década de 1850, onde entrou no ramo de comercialização de imagens religiosas. Em 1862, desembarcou em Buenos Aires, onde começou sua carreira como fotógrafo em um renomado estúdio de retratos.
A pedido pessoal do ditador Solano López, Frisch transferiu-se para o Paraguai, em 1864, para instalar um estúdio na capital, mas, surpreendido com a eclosão da Guerra da Tríplice Aliança, deixou o país, rumo ao Rio de Janeiro. Possivelmente no ano de 1865, foi contratado por Georges Leuzinger (1813-1892) para atuar em sua recém montada “Officina Photographica”,dedicando-se principalmente à fotografia de paisagens. No ano de 1867, é enviado por Leuzinger para a viagem encomendada pelo Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas aos engenheiros alemães Joseph e Franz Keller, para encontrar soluções de navegabilidade no rio Madeira.
Chegam em Manaus em dezembro, onde permanecem até o fim de maio de 1868, quando, por razões desconhecidas, Frisch segue viagem sem o grupo, acompanhado apenas por um escravizado, rumo a viagem pelos rios Negro e Solimões. A viagem de Frisch tornou-se a primeira expedição fotográfica à Amazônia realizada apenas com a finalidade de produzir imagens, sem subordinação ao trabalho de uma “autoridade” externa, fosse ela científica ou governamental, dando-lhe um local de destaque na história da fotografia brasileira. O álbum Resultat d´une expédition photographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro, faite par compte de G. Leuzinger, R, d´Ouvidor 33 et 36, par Mr. A Frisch. Conta com 98 fotografias do fotógrafo, e foi o principal produto desenvolvido a partir da expedição pela Casa Leuzinger, em 1869.
Em 1870, Frisch volta a Alemanha, onde passa a comercializar o Albertype, um processo que aperfeiçoou a técnica da colotipia, permitindo que as fotografias fossem reproduzidas e impressas em diversos suportes. Em 1875, abriu seu próprio estabelecimento, o Kunstanstalt Albert Frisch, em Berlim, que dirigiu até seu falecimento, no ano de 1918.
Albert Frisch (1840-1918), fotógrafo alemão, nascido na Baviera, mudou-se para Munique ao fim da década de 1850, onde entrou no ramo de comercialização de imagens religiosas. Em 1862, desembarcou em Buenos Aires, onde começou sua carreira como fotógrafo em um renomado estúdio de retratos.
A pedido pessoal do ditador Solano López, Frisch transferiu-se para o Paraguai, em 1864, para instalar um estúdio na capital, mas, surpreendido com a eclosão da Guerra da Tríplice Aliança, deixou o país, rumo ao Rio de Janeiro. Possivelmente no ano de 1865, foi contratado por Georges Leuzinger (1813-1892) para atuar em sua recém montada “Officina Photographica”,dedicando-se principalmente à fotografia de paisagens. No ano de 1867, é enviado por Leuzinger para a viagem encomendada pelo Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas aos engenheiros alemães Joseph e Franz Keller, para encontrar soluções de navegabilidade no rio Madeira.
Chegam em Manaus em dezembro, onde permanecem até o fim de maio de 1868, quando, por razões desconhecidas, Frisch segue viagem sem o grupo, acompanhado apenas por um escravizado, rumo a viagem pelos rios Negro e Solimões. A viagem de Frisch tornou-se a primeira expedição fotográfica à Amazônia realizada apenas com a finalidade de produzir imagens, sem subordinação ao trabalho de uma “autoridade” externa, fosse ela científica ou governamental, dando-lhe um local de destaque na história da fotografia brasileira. O álbum Resultat d´une expédition photographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro, faite par compte de G. Leuzinger, R, d´Ouvidor 33 et 36, par Mr. A Frisch. Conta com 98 fotografias do fotógrafo, e foi o principal produto desenvolvido a partir da expedição pela Casa Leuzinger, em 1869.
Em 1870, Frisch volta a Alemanha, onde passa a comercializar o Albertype, um processo que aperfeiçoou a técnica da colotipia, permitindo que as fotografias fossem reproduzidas e impressas em diversos suportes. Em 1875, abriu seu próprio estabelecimento, o Kunstanstalt Albert Frisch, em Berlim, que dirigiu até seu falecimento, no ano de 1918.
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Em domínio público
Albert Frisch/Acervo Instituto Moreira Salles
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