Título: Mercedes Baptista e Valter Ribeiro na gafieira Estudantina
Detalhes
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José Medeiros
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Mercedes Baptista e Valter Ribeiro na gafieira Estudantina
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1956(Data de produção)
Mercedes Baptista foi a primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nascida em 1921 na cidade de Campos dos Goytacazes, ainda jovem mudou-se para o Rio e, levada pelo sonho de atuar nos palcos, passou a dedicar-se à dança ao mesmo tempo em que exercia outras atividades profissionais. Foi iniciada no balé clássico e na dança folclórica pela bailarina Eros Volúsia e na década de 1940 ingressou na Escola de Dança do Theatro Municipal, tendo a oportunidade de estudar com profissionais como Yuco Lindberg e Vaslav Veltchek. Em 1948 foi admitida como bailarina profissional no corpo de baile do Theatro e, pouco depois, ao conhecer Abdias Nascimento, passou a integrar o Theatro Experimental do Negro. O grupo atuava de forma a combater a discriminação racial no país através de atividades culturais, e nesse contexto Mercedes Batista trabalhou pela reafirmação do artista negro na dança. No final da década de 1950, em uma seleção feita pela coreógrafa norte-americana Katherine Dunham, Mercedes conquistou uma bolsa de estudos em Nova York e, depois de alguns anos fora, fundou sua própria companhia de dança no Brasil, batizada Ballet Folclórico Mercedes Batista. Formado por bailarinos negros, o grupo desenvolvia pesquisas e divulgava a cultura afro-brasileira aqui e no exterior. Mercedes Batista teve ainda destacada atuação como coreógrafa no carnaval carioca, no cinema, na televisão e no teatro.
1) - Livro: "Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil." IMS, 2012.
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Exposição Berlim; Google Art Project
5) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Exposição Berlim; Google Art Project
5) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Interna, Retrato
Olho da Rua, p. 34; http://www.mulher500.org.br/acervo/biografia-detalhes.asp?cod=898
O Cruzeiro, ano XXVIII, n. 19, 18.02.1956
O Cruzeiro, ano XXVIII, n. 19, 18.02.1956
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
Instituto Moreira Salles
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