Title: Jovem do povo Kayapó - Kuben-kran-ken
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José Medeiros
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Jovem do povo Kayapó - Kuben-kran-ken
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1952(Data de produção)
1952 - 1957(Datas-limite)
Os Kayapó travaram o primeiro contato com os não-índios apenas no final do século XIX. Os contatos causaram imensas baixas em sua população, sobretudo porque os subgrupos dividiram-se entre aqueles que viam no contato vantagens, e aqueles que queriam evitá-lo a todo custo. O passar do tempo demonstrou, porém, que estes últimos tomaram a decisão acertada, uma vez que os que tentaram contatos com os não-índios morreram rapidamente, principalmente assolados por epidemias. Os que sobraram, portanto, fugiram e resistiram o quanto puderam, ora migrando cada vez mais para o interior do país, ora guerreando bravamente com os intrusos. Mas na década de 1950 foi inevitável o encontro, por conta das diversas missões de especialistas enviadas pelo governo central, que respondia a demandas dos dirigentes políticos locais da Amazônia. Os Kayapó então adotaram novas formas de resistência, tomando conhecimento de seus direitos políticos, lutando no Congresso e angariando apoio internacional, como ocorreu na década de 1980 quando o cantor Sting criou uma ONG para a preservação do território Kayapó e também quando os antropólogos americanos levaram um de seus líderes para os EUA, para denunciar abusos do Estado brasileiro.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Exposição Berlim
Exposição Berlim
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
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Pessoas, Povos Indígenas, Povo Kayapó, Externa, Retrato individual, Retrato, Diurna
José Medeiros e Arlindo Silva viajaram, como jornalistas da revista O Cruzeiro para o território Kaiapó, ao lado de membros do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e da Força Aérea Brasileira (FAB). O objetivo da viagem foi a inauguração do campo de pouso construído no posto do SPI localizado à margem do Rio Fresco, em uma localidade conhecida como Novo Horizonte ou Gorotire. Medeiros e Arlindo Silva foram os únicos a permanecer e seguiram para a aldeia Kaiapó, para retratar seu cotidiano e costumes. Algumas imagens que registravam o contato com os indígenas Kaiapó, foram publicadas em O Cruzeiro (7 de junho de 1952).
Olho da Rua, p.153; http://www.socioambiental.org/pib/epi/kayapo/relacoes.shtm.
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
Instituto Moreira Salles
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