Título: Adalgisa Nery
Detalhes
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José Medeiros
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Adalgisa Nery
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1942(Data de produção)
Adalgisa Nery nasceu em 1905 no Rio de Janeiro. De família pobre, conseguiu completar a escola primária quando aos 16 anos casou-se com seu vizinho, Ismael Nery, por quem era apaixonada desde os 15 anos de idade. Ismael fora um dos precursores do modernismo no país, e Adalgisa, por causa disso, teve acesso a círculos sofisticados da intelectualidade brasileira, através de diversas reuniões em sua casa. Além disso, morou dois anos na Europa com seu marido. No entanto, ao lado de Ismael não foi uma mulher feliz. Tinha uma relação conflitante com o marido, que por vezes era agressivo. Mas o pintor morreu em 1934, deixando Adalgisa viúva com dois filhos para criar. Em 1959 publicou seu livro mais aclamado, "A Imaginária", que dizia respeito ao seu relacionamento com Ismael Nery. Em 1940 casou-se de novo, agora com um burocrata influente do Estado Novo, Lourival Fontes, diretor do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Além de escritora, tornou-se embaixadora plenipotenciária, para representar o Brasil na posse do presidente mexicano Adolfo Ruiz Cortines. Anos antes, na primeira ida ao México, fora retratada pelos pintores Diego Rivera e José Orozco. Depois de ser abandonada por seu segundo marido, deixou a literatura e ingressou na política, elegendo-se deputada por três vezes pelo PSB, passando para o MDB no tempo da ditadura. Em 1969 teve seus mandatos e direitos políticos cassados. Adalgisa Nery morreu em 1980.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Objetos / Equipamentos, Pessoas, Indumentária, Retrato individual, Retrato
Olho da Rua, p. 174.
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
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