Title: O pintor Alberto da Veiga Guignard em frente ao prédio da Associação Brasileira de Imprensa
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José Medeiros
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O pintor Alberto da Veiga Guignard em frente ao prédio da Associação Brasileira de Imprensa
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1946(Data de produção)
Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro de 1896. Vinha de uma família abastada, mas perdeu o pai ainda novo, em 1906 (afundado em dívidas e sem perspectiva de melhora, o pai de Guignard, ao limpar uma arma, provocou um disparo acidental). Sua mãe casou-se novamente com o barão Friedrich von Schilgen, que levou a família para viver na Europa. Aos vinte anos, já decidido a ser artista, Guignard matriculou-se na Real Academia de Belas Artes da Baviera, em Munique, onde permaneceu por cinco anos. Em 1924 o artista voltou ao Brasil para participar do Salão Nacional de Belas Artes, mas logo voltou à Europa. Somente em 1929 voltou de vez à sua pátria, fixando-se no Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar como professor de pintura. A grande mudança em sua vida ocorreu em 1944, quando Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, o convidou para montar uma escola de artes na capital mineira. A "Escolinha de Guignard", como ficou conhecida, era uma valiosa troca entre os novos artistas e aquele que eles consideravam como mestre. O artista participou de outros salões de arte no Rio de Janeiro (1929, 1939 e 1942), realizou exposições individuais dentro e fora do país e participou ainda da 1ª Bienal de São Paulo. Embora tivesse sua obra reconhecida, Guignard viveu modestamente até falecer em 26 de junho de 1962, em Belo Horizonte.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
Pessoas, Externa, Retrato individual, Retrato, Vertical, Diurna, Associação Brasileira de Imprensa
Olho da Rua. pg 6 e 226
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
Instituto Moreira Salles
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