Título: O paisagista Roberto Burle Marx
Detalhes
028JMOR165.jpg
José Medeiros
José Medeiros > Anteriores > O paisagista Roberto Burle Marx
O paisagista Roberto Burle Marx
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
Roberto Burle Marx, paulista nascido em 1909, foi artista plástico e paisagista de renome internacional. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes, em 1930, embora não a tenha concluído. Foi diretor do Departamento de Parques e Jardins de Pernambuco, mas ganhou renome apenas quando foi convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema, que estava sendo desenhado pelo escritório de Lucio Costa (onde na época trabalhava Oscar Niemeyer). Burle Marx já havia trabalhado para Lucio Costa em 1932, quando o paisagista projetara os jardins de uma casa em Copacabana. Seus trabalhos lhe valeram o apelido de "poeta dos jardins", dado por Tarsila do Amaral. O contato e os ensinamentos dados por Le Corbusier foram fundamentais para as obras do paisagista da década de 1940 em diante. Destacam-se, entre outras, os jardins do bairro da Pampulha, os projetos dos jardins e terraços do Ministério da Educação e Saúde, do Aeroporto Santos Dumont, da Associação Brasileira de Imprensa e para as casas dos empresários Castro Maya, na Floresta da Tijuca, Roberto Marinho, Argemiro Machado e J. Louis Wallerstein. Em 1950, já com o estilo fundamentalmente definido e singular, mas comprometido com as linhas estéticas do modernismo, Burle Marx funda com seu irmão a empresa Burle Marx e Cia. Ltda, que contava ainda com a colaboração dos arquitetos José W. Tabacow e Haruyoshi Ono. O paisagista morreu em 1994 deixando um legado impressionante de mais de dois mil projetos realizados.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Paisagismo, Flora / Vegetação, Externa, Retrato individual, Retrato
Olho da Rua, p. 192.
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
Instituto Moreira Salles
Solicitar imagem junto ao detentor dos direitos indicado no Copyright
