Title: Grande Otelo em ensaio do Teatro Experimental do Negro
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José Medeiros
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Grande Otelo em ensaio do Teatro Experimental do Negro
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1944(Data de produção)
Ensaio do Teatro Experimental do Negro, na antiga sede da União Nacional dos Estudantes, com Grande Otelo à frente do elenco. O Teatro Experimental do Negro, ou TEN, surgiu em 1944, idealizado, fundado e dirigido por Abdias Nascimento. Propunha o resgate dos valores culturais afro-brasileiros e a criação de uma nova dramaturgia. Esse resgate visava principalmente à valorização do negro no Brasil através da educação, da cultura e da arte. A primeira peça escrita especialmente para o TEN foi "O filho pródigo", de Lucio Cardoso, encenada em 1947. Até então, por falta de textos na dramaturgia brasileira que servissem aos seus propósitos, a companhia vinha trabalhando com textos do norte-americano Eugene O'Neill. A iniciativa do TEN serviu como incentivo à criação de grupos semelhantes tanto do Rio como em São Paulo, como o Teatro Popular Brasileiro, fundado por Solano Trindade, e um homônimo Teatro Experimental do Negro fundado por Geraldo Campos de Oliveira. O TEN esteve em atividade até 1961.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
Pessoas, Arte, Indumentária, Interna, Retrato
Olho da Rua, p. 196; http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&cd_verbete=649
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
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