Título: Getúlio Vargas no dia de sua posse
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José Medeiros
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Getúlio Vargas no dia de sua posse
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1951(Data de produção)
A partir de 1939, já durante o Estado Novo, o dia do Trabalho (1º de maio) passou a ser comemorado no estádio de São Januário, em São Cristóvão, com a presença de autoridades governamentais e do próprio presidente. Nessas festas Getúlio Vargas fazia seu discurso e anunciava uma nova medida de seu governo que beneficiaria os trabalhadores. Vargas nasceu em São Borja, Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1883. Graduou-se na Faculdade de Direito de Porto Alegre em 1907 e começou sua carreira política em 1909, elegendo-se deputado estadual. Foi reeleito em 1913, mas renunciou ao cargo em protesto contra Borges de Medeiros, então governador do Rio Grande do Sul. Em 1917 Vargas voltou à Assembléia legislativa estadual, sendo novamente eleito em 1921 e, dois anos depois, se elegeu deputado federal, tornando-se inclusive líder da bancada gaúcha. Foi Ministro da Fazenda do governo Washington Luís, eleito em 1926, mas ficou no cargo menos de um ano, já que foi escolhido candidato ao governo do Rio Grande. Eleito, empossou-se em 25 de janeiro de 1928. Foi chefe do governo provisório depois da Revolução de 30 e presidente eleito pela Constituinte em julho de 1934 até a ditadura do Estado Novo, implantada em 10 de novembro de 1937. Deposto em outubro de 1945, voltou ao poder em 31 de janeiro de 1951, eleito por voto popular. Em 1954 o governo passava por uma grande crise. Vargas, pressionado por interesses econômicos estrangeiros, pela imprensa e pelos militares, suicidou-se em 24 de agosto desse mesmo ano.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Eventos / Cerimônias, Indumentária, Noturna, Retrato
Olho da Rua, p. 214.
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.;Presidente da República - 2o governo, período democrático
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