Title: Panorama do Rio de Janeiro
P002SAm52-0038.jpg
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
Georges Leuzinger
(Autoria)
(Autoria)
circa 1865
Details
P002SAm52-0038.jpg
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig > Panorama do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
(Título original)
Panorama do Rio de Janeiro
(Título atribuído)
Georges Leuzinger (Autoria)
circa 1865(Data de produção)
1865 - 1870(Datas-limite)
Panorâmica tirada do Morro da Viúva, onde se pode ver a Senador Vergueiro, o Catete e a Praia do Flamengo, outrora Praia do Sapateiro. A atual rua Senador Vergueiro era o Caminho Velho que dava acesso à Praia de Botafogo no século XVIII. O solar do Marquês de Abrantes, que deu nome à rua, pertencera a D. Carlota Joaquina, uma das primeiras a fixar residência em Botafogo. Quem a vendeu foi seu filho D. Pedro I, herdeiro da propriedade. Após remodelá-la completamente, o Marquês aí se instalou com a família e promovia animadas reuniões sociais, contando inclusive com a presença da família Imperial. A frente de sua propriedade era também ponto de chegada de regatas que aconteciam na enseada. O Flamengo só se tornou bairro residencial em meados do século XVIII; durante o Segundo Reinado e no começo da República era a praia preferida das famílias cariocas para banhos de mar. Já o Catete era um dos braços do rio Carioca, que ia desaguar na parte baixa do Outeiro da Glória. Na segunda metade do Quinhentismo o bairro era passagem para o engenho de açúcar do rei, na Lagoa. Antônio Salema, governador da capitania do Rio, mandou construir uma ponte sobre o rio Carioca, que ficou conhecida como Ponte do Salema, e estava de pé até cerca de 1866. Por causa de suas terras ricas e água abundante, chácaras e olarias começaram a aparecer no Seiscentismo; durante o Segundo Reinado, ergueram-se no bairro ricas mansões.
Fotografia - Papel
ALBUMINA/ Prata
MONOCROMÁTICA
27(height) x 79(width)(imagem/dimensão total)
Montanha/Morro, Aspectos urbanos, Baía, Externa, Panorama, Diurna
Esta imagem Integra a Coleção Alphons Stübel.
Livro: Brasil Gerson, História das ruas do Rio, Editora: Brasiliana, 1965, pg. 284 e 285.
Georges Leuzinger (1813-1892) passou à posteridade como proprietário da Casa Leuzinger. Começou como papelaria e oficina de encadernação em 1840, quando o emigrado suíço adquiriu a loja "Ao livro Vermelho". Em 1845, aproximadamente, acrescentou-lhe uma oficina de estamparia e gravura. Em 1852 adquiriu a Typografia Francesa que manteve (parece que com interrupções) até, pelo menos, 1889. Depois, empolgou-se pela fotografia, atividade em que sua casa realizou a sua mais notável obra iconográfica, ao lado da infinidade de livros que imprimiu e muitas vezes editou. Diversos fotógrafos trabalharam em seu ateliê, como o alemão Franz Keller e Marc Ferrez, que ali teve sua iniciação fotográfica.
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Georges Leuzinger/Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig/Acervo Instituto Moreira Salles
