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Flanco Esquerdo da Igreja do Bom Jesus
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
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Flanco Esquerdo da Igreja do Bom Jesus
Flanco esquerdo da Igreja Nova; à direita, vê-se o cadáver de um conselheirista estendido no chão. "Ao longo da noite do dia 5 e da manhã de 6 de outubro de 1897, a comissão de Engenheiros removeu o entulho da igreja para localizar o cadáver de Antônio Conselheiro, encontrado às 10h do dia 6. O assalto final à igreja foi conduzido pelo 5º Corpo de Polícia da Bahia, o 1º Corpo de Polícia do Pará e o 1º Batalhão de brigada Policial de São Paulo. Esta imagem foi realizada no dia 6 de outubro, pela manhã, quando oficiais de brigadas e de batlhões se reuniram próximo à igreja. À esquerda, em primeiro plano, vê-se um soldado do 14º Batalhão; mais ao centro, aos pés do homem de chapéu que olha para o fotógrafo, um cadáver da guerra, que não parece ter despertado a atenção especial dos soldados. Nesta imagem, podemos observar as elevadas dimensões da igreja, que não chegou a ser finalizada." ALB02-43
Flávio de Barros
Canudos
1897

Igreja de Santo Antonio (velha)
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
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Igreja de Santo Antonio (velha)
Igreja Velha (de Santo Antônio), após o conflito; ao fundo, o campanário destruído pela "matadeira" em 24 de agosto de 1897. "Quando Antônio Conselheiro chegou à região de Canudos, antiga fazenda de gado abandonada, servida por diversas estradas, às margens do rio Vaza-Barris, encontrou uma igreja erguida em homenagem a santo Antônio. Restaurada por Conselheiro e seus seguidores, foi reinaugurada em 1893 com festas e missa rezado pelo padre Sabino, da freguesia do Cumbe, vilarejo próximo de Canudos. Era chamada de Igreja Velha pelos moradores do Arraial. Foi atacada inicialmente pelo comando da terceira Expedição, em março de 1897. Em 18 de julho, outro ataque a destruiu quase completamente. No entanto, mesmo destruída, ainda se ouvia o soar de seu sino após este dia, sempre às 18h, hora consagrada à Ave Maria. Em 24 de agosto, pela manhã, o Withworth 32, conhecido como Matadeira, atirou do alto da Favela - serra próxima ao rio Vaza-Barris, ao sul de Canudos - contra a igreja: "viu-se arrebentar, com estrondo, a enorme schrapnell [projétil oco, que se enche de balas] entre as paredes da igreja, esfarelando-lhe o teto, terrubado os restos de campanário e fazendo saltar pelos ares, revoluteando, estridulamente badalando, como se ainda vibrasse um alarma, o velho sino que chamava ao descer das tardes os combatentes para as rezas..." (Euclides da Cunha). No mesmo dia 24, o 25º batalhão atacou e incendiou esta igreja, reduzindo a cinzas o madeiramente de seu telhado. Fotografia realizada após o final dos combates." 00001tmp
Flávio de Barros
Canudos
1897

Igreja do Bom Jesus (Nova)
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
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Igreja do Bom Jesus (Nova)
A Igreja Nova (do Bom Jesus), reduto de resistência dos jagunços, dinamitada e incendiada após o final dos combates. "A igreja nova de Canudos, ou de Bom Jesus, foi projetada e construída por orientação de Antônio Conselheiro e serviu como principal reduto da resistência conselherista no final do conflito. Suas paredes resistente e suas torres elevadas, onde se postavam exímio atiradores representaram um forte obstáculo encontrado pelo exército na luta contra o Arraial. Em 23 de julho de 1897, o general Artur Oscar, em telegrama enviado ao governo federal, comunicava que faltava apenas dominar o núcleo onde se encontravam as igrejas, após ter avançado sobre grandes extensões da cidadela. Por considerá-la o "poderoso reduto central do inimigo", Artur Oscar comandou um intenso bombardeio contra a igreja do Bom Jesus em 6 de setembro, quando, após seis horas de ataque, caíram as duas torres: "o exército ficara, afinal, livre das seteiras altíssimas de onde o fulminavam os sitiados, porque as duas torres assoberbado toda a linha do assédio, reduziam por toda a banda os ângulos mortos das trincheiras" (Euclides da Cunha). Em 22 de setembro, Favila Nunes, correspondente da Gazeta de Notícia, a sessenta metros de distância da igreja, assim a descreveu: "A parede lateral (...) está completamente derrocada pela ação da artilharia da Favela; a frente e o lado oeste absolutamente arruinados, as torres derrocadas, o telhado completamente inutilizado, é um esqueleto em pé. (...) uma construção vulgar, paredes grossas de sessenta ou oitenta centímetros, mais ou menos, (...) feitas de pedras e cal." 00001tmp
Flávio de Barros
Canudos
1897