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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham no terreiro de secagem de café
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham no terreiro de secagem de café
O trabalho escravo e o café eram os dois grandes pilares que sustentavam o Império do Brasil. A escravidão só foi abolida em 1888, sob forte pressão dos grupos abolicionistas e dos próprios escravos, que por meio da fuga, resistência mais recorrente no final do século, minavam pouco a pouco a exploração da sua própria força de trabalho..As fotografias de Ferrez no terreiro de secagem da fazenda Monte Café, assim como outras imagens de trabalhadores escravizados em diversas fazendas, vem sido discutidas recentemente por historiadores e cientistas sociais. Há consenso entre eles ao apontar para o apaziguamento da violência da escravidão nessas fotografias. Ferrez realizou essas imagens por encomenda dos donos das fazendas, e do Centro da Lavoura e do Comercio, entidade dos senhores do café que, entre outros, organizava a propaganda do café brasileiro no exterior, por meio da participação em feiras e eventos mundiais e universais. A composição das fotografias, possivelmente organizada por Ferrez em busca de uma aparente imagem de eficiência e modernidade no trabalho das fazendas, busca de fato apagar as marcas da escravização, base da economia do café e da riqueza dos fazendeiros. O trabalho escravo e o café eram os dois grandes pilares que sustentavam o Império do Brasil. A escravidão só foi abolida em 1888, sob forte pressão dos grupos abolicionistas e dos próprios escravos, que por meio da fuga, resistência mais recorrente no final do século, minavam pouco a pouco a exploração da sua própria força de trabalho. As fotografias de Ferrez no terreiro de secagem da fazenda Monte Café, assim como outras imagens de trabalhadores escravizados em diversas fazendas, vem sido discutidas recentemente por historiadores e cientistas sociais. Há consenso entre eles ao apontar para o apaziguamento da violência da escravidão nessas fotografias. Ferrez realizou essas imagens por encomenda dos donos das fazendas, e do Centro da Lavoura e do Comercio, entidade dos senhores do café que, entre outros, organizava a propaganda do café brasileiro no exterior, por meio da participação em feiras e eventos mundiais e universais. A composição das fotografias, possivelmente organizada por Ferrez em busca de uma aparente imagem de eficiência e modernidade no trabalho das fazendas, busca de fato apagar as marcas da escravização, base da economia do café e da riqueza dos fazendeiros.
Marc Ferrez
Fazenda Monte Café ; Vale do Paraíba
circa 1882

Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
Archive/Collection: Gilberto Ferrez
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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
A Fazenda Monte Café, na freguesia de Aparecida, em Sapucaia, era uma grande propriedade, com mais de mil alqueires de terras, onde trabalhavam mais de duzentos cativos. Seus proprietários iniciais, o coronel Inacio Gabriel Monteiro de Barros e sua mulher, dona Alda Romana de Oliveira Arruda frequentavam as altas esferas sociais da Corte. Após ficar viúva, dona Alda Romana continuou administrando a fazenda, até transferir a tarefa para seu filho, o Dr. Braz Monteiro de Barros e mudar-se para Paris. Com a iminência do fim da escravidão, em 1882, o Dr. Braz importou 50 famílias de colonos dos Açores para o trabalho nas lavouras de café, mas sua empreitada parece não ter sido bem sucedida, pois em pouco tempo boa parte dos colonos havia abandonado o trabalho. Em abril de 1888, poucos dias antes da proclamação da Lei Áurea, o Dr. Braz anunciou na imprensa ter dado a alforria aos 218 escravizados de sua propriedade e estar disposto a pagar salários aos que quiserem ficar trabalhando na fazenda. A propriedade foi vendida à Companhia Brasileira Torrens em 1890.
Marc Ferrez
Fazenda Monte Café ; Vale do Paraíba
circa 1882

Fazenda Monte Café; dois jovens e uma criança, possivelmente escravizados, conduzem um carro de bois
Archive/Collection: Gilberto Ferrez
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Fazenda Monte Café; dois jovens e uma criança, possivelmente escravizados, conduzem um carro de bois
A Fazenda Monte Café, na freguesia de Aparecida, em Sapucaia, era uma grande propriedade, com mais de mil alqueires de terras, onde trabalhavam mais de duzentos cativos. Seus proprietários iniciais, o coronel Inacio Gabriel Monteiro de Barros e sua mulher, dona Alda Romana de Oliveira Arruda frequentavam as altas esferas sociais da Corte. Após ficar viúva, dona Alda Romana continuou administrando a fazenda, até transferir a tarefa para seu filho, o Dr. Braz Monteiro de Barros e mudar-se para Paris. Com a iminência do fim da escravidão, em 1882, o Dr. Braz importou 50 famílias de colonos dos Açores para o trabalho nas lavouras de café, mas sua empreitada parece não ter sido bem sucedida pois em pouco tempo boa parte dos colonos havia abandonado o trabalho. Em abril de 1888, poucos dias antes da proclamação da Lei Áurea, o Dr. Braz anunciou na imprensa ter dado a alforria aos 218 escravizados de sua propriedade e estar disposto a pagar salários aos que quiserem ficar trabalhando na fazenda. A propriedade foi vendida à Companhia Brasileira Torrens em 1890.
Marc Ferrez
Vale do Paraíba
circa 1882

Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
O trabalho escravo e o café eram os dois grandes pilares que sustentavam o Império do Brasil. A escravidão só foi abolida em 1888, sob forte pressão dos grupos abolicionistas e dos próprios escravos, que por meio da fuga, resistência mais recorrente no final do século, minavam pouco a pouco a exploração da sua própria força de trabalho..As fotografias de Ferrez no terreiro de secagem da fazenda Monte Café, assim como outras imagens de trabalhadores escravizados em diversas fazendas, vem sido discutidas recentemente por historiadores e cientistas sociais. Há consenso entre eles ao apontar para o apaziguamento da violência da escravidão nessas fotografias. Ferrez realizou essas imagens por encomenda dos donos das fazendas, e do Centro da Lavoura e do Comercio, entidade dos senhores do café que, entre outros, organizava a propaganda do café brasileiro no exterior, por meio da participação em feiras e eventos mundiais e universais. A composição das fotografias, possivelmente organizada por Ferrez em busca de uma aparente imagem de eficiência e modernidade no trabalho das fazendas, busca de fato apagar as marcas da escravização, base da economia do café e da riqueza dos fazendeiros.
Marc Ferrez
Fazenda Monte Café ; Vale do Paraíba
circa 1882

Fazenda do Quititi
Archive/Collection: Gilberto Ferrez
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Fazenda do Quititi
A fazenda do Quitite ficava na região do Anil, em Jacarepaguá. O dono era o cafeicultor Marcos Antonio Deslesdenier. A estrada do Quititi era uma das vias no interior da propriedade. Na década de 1960, quando exercia o cargo de presidente da República, João Goulart (1918-1976) possuía casa de veraneio no final da estrada do Quitite. Era o sítio Capim Melado. Hoje, o local é um condomínio fechado, mas a casa principal do sítio, toda feita de pedra, ainda existe.
Georges Leuzinger
Jacarepaguá
circa 1865

Partida para a colheita do café
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Partida para a colheita do café
Mulheres com seus filhos de colo, homens e crianças, a maioria negros, provavelmente escravizados, o feitor e o capataz, ou administrador, da fazenda posam para a fotografia, antes de sairem para a colheita de café. A fazenda não foi identificada. A fotografia, provavelmente composta cuidadosamente por Ferrez, permite analisar as feições e a posição corporal de cada um dos fotografados. Destaca-se, contudo, a ausência de expressividade nos rostos e corpos, que contrasta com a posição do corpo administrador. Por seu vestuário, seu olhar seguro para a câmara e a posição do seu braço, a imagem reforça as hierarquias e diferenças que a sociedade brasileira, ao optar pela escravidão como base da economia e da estruturação social, fez questão de enfatizar.
Marc Ferrez
Vale do Paraíba
circa 1882

Mulher negra de turbante
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Mulher negra de turbante
Mulher negra, possivelmente escravizada.
Alberto Henschel
Rio de Janeiro
circa 1870

Escravizado com escarificações no rosto
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Escravizado com escarificações no rosto
Augusto Stahl
Rio de Janeiro
circa 1864

Vendedora de frutas no Rio de Janeiro
Arquivo/Coleção: Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
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Vendedora de frutas no Rio de Janeiro
Como a maioria de seus contemporâneos, Alberto Henschel dedicou-se principalmente ao retrato, tendo produzido uma importante série sobre os indivíduos escravizados no Brasil. A série conta com pelo menos quarenta imagens, tiradas em estúdios nas cidades de Recife, Rio de Janeiro e Salvador.
Henschel & Benque
Rio de Janeiro
circa 1869